domingo, 26 de outubro de 2014

Andar a Cavalo

Ontem cumpri mais um ponto da minha lista de coisas a fazer antes de morrer. Não foi bem o que estava à espera e não foi a bem a experiência completa, mas acho que já conta para alguma coisa.

A minha mãe arranjou um voucher para uma experência de andar a cavalo para três pessoas numa quinta em pegões. então, fui eu, ela e a minha irmã. O Gonçalo foi tirar fotos. Só para que conste o Gonçalo teve a semana inteira tentar assustar-me: "Vais entrar em pânico","É muito assustador", etc...

Tinhamos marcação para as 11, mas como andámos perdidos chegámos um pouco atrasados. Chegámos ao mesmo tempo que outra familia (uma casal e duas crianças) que iam também fazer a experiência, e que tinham marcado para as... 11 horas. Estava a começar bem...

Fomos recebimos por um senhor que claramente não era o dono e que segundo ele nem costumava andar a cavalo porque tinha medo. Começou a mostrar-nos a quinta, os estábulos e a "banheira" dos cavalos que mais parecia um dos locais onde vamos lavar o carro. Uma das crianças perguntou "Mas onde está a banheira?". O senhor explicou que não havia banheira e comentou algo como "Sabes, os cavalos também são seres humanos...."

Quando chegámos ao local onde iriamos montar a cavalo, vimos que ainda lá estava outra familia de 5 pessoas a andar numa égua pequena e mal nutrida. Já deviam ser 11:30. Tivemos muito tempo à espera que a familia terminasse de dar as suas voltinhas. Já passava do meio-dia. Depois ainda tivemos que esperar que familia que chegou antes de nós.

Quando finalmente fomos nós andar, já estavamos num picadeiro mais pequeno em que andávamos às voltinhas. A minha mãe foi primeiro, depois a minha irmã e por fim eu. Vi-as com medo e fartei-me de gozar. Pensei que fosse fácil e que não haveria problema. O problema foi que quando subi, vi que não era assim tão fácil, mesmo sendo uma pileca e não um cavalo a sério :P

Ainda não me tinha ambientado a estar em cima do cavalo, já o senhor o fazia andar mais rápido. Pensei que ia cair para o lado. Agarrei-me à sela e fiz todos os esforços para não cair e sorrir para as fotos. Apenas metade dos meus objetivos foram cumpridos. Não caí mas nas fotos estou sempre com ar assustado. Elas conseguiram disfarçar melhor.

No entanto, esta experiência durou perto de 5 minutos a cada uma... Não sei se foi porque ao fim de um bocadinho elas já estavam a pedir para parar, mas a verdade é que durou muito pouco. No quando o cavalo parou e tive que virá-lo para o centro e faze-lo andar é que tive a sensaçao de o estar a controlar. Tudo o resto foi apenas tentar não cair.

Gostar de experimentar andar a cavalo, mas a experiência em si não foi bem o que esperava. Gostaria de experimentar novamente...

Mas pronto, já posso riscar mais uma coisa da minha listinha. (Tenho que começar a adicionar coisas novas).


 PS: Aquele sitio estava cheio de moscas como é possivel observar nas fotos!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Mergulhos em Sesimbra

Esta semana terminei uma coisa que nunca pensei fazer: um curso de mergulho.

Sei que tinha mergulho na lista de coisas a fazer mas estava a pensar mais em algo como um baptismo de mergulho e não como um curso. Agora sou certificada SSI Open Water Diver.

Tudo começou com uma vontade súbita do Gonçalo que descobriu que o que ele gostava mesmo era de fazer um curso de mergulho. Claro que tínhamos outro objetivo: ter a certificação para poder mergulhar nas águas límpidas das Bahamas durante a nossa viagem fantástica já em Dezembro.

Começámos com as aulas teóricas e de piscina nos dias 12 e 26 de Julho. A primeira aula correu bem e foi bastante divertida, os problemas começaram na segunda. O cinto de chumbos tinha chumbos demasiado grandes, tive que acartar com o equipamento às costas de um lado ao outro da piscina do lado de fora (parecia uma corcunda pois se me endireitasse ia cais para trás garantidamente), as barbatanas estavam trocadas... quando finalmente entrei na piscina já estava a morrer de cansaço e demasiado ansiosa. Os exercícios também não correram bem e a determinada altura estava tão nervosa que não consegui fazer mais exercícios, tive que subir à superfície e tentar acalmar-me.
O nervosismo antes de entrar no mar pela primeira vez era bastante grande e devo confessar que quando começámos a descer foi bastante assustador. Mas apesar de todos os stresses e exercícios consegui aguentar-me. O Gonçalo coitado é que, como parte do exercicio, disse que não tinha ar e eu disse-lhe para esperar :P Já tinha trocado de respirador com ele e bebido água que já estava a hiperventilar. No segundo mergulho do primeiro dia estava mais calma lá em baixo mas quando recomeçámos os exercícios de tira máscara, põe máscara, tira respirador, põe respirador estragaram tudo. Na subida, para melhorar, tinha que subir a trocar o ar com outra pessoa. Mais uns pirolitos e mais umas trocas de ar. Quando mais trocávamos mais enrolados ficávamos. Eu, o Pedro e um dos instrutores. Com tanta confusão e água à mistura nem dei por estarmos a subir. Quando chegámos à superfície e vi que a distância a que o barco estava, nem queria acreditar. Tínhamos que nadar até lá e já estava esgotada. O Gonçalo teve que me ajudar a tirar as barbatanas que nem isso conseguia fazer. Quando entrei no barco, deitei-me e fiquei lá um tempo sem força nenhuma.



No segundo dia, foram mais dois mergulhos e a coisa aí correu melhor. No primeiro fizemos novamente uns exercícios e no segundo foi só passear. No segundo mergulho, descemos aos 16 metros e instalou-se o pânico. O Gonçalo fez-me sinal que tínhamos que subir mas não percebi porquê, pareciam estar todos calmos à nossa volta. Acabámos por subir e perceber que o Pedro não tinha chegado a descer e era esse o motivo da descida porque tínhamos que estar todos juntos. O Pedro não voltou a mergulhar enquanto que nós descemos outra vez mas num sitio com menos profundidade. Da primeira vez ainda consegui ver um nudibrânquio (um bichinho pequenino). Após o exame teórico acabámos certificados pela SSI. :)
Escusado será dizer que depois de cada dia de mergulho ando três dias a recuperar com dores no corpo, parece que levei um excerto de porrada :P É para compensar nunca fazer exercício.

Devo confessar que mergulhar em Sesimbra é frio e não tem muita visibilidade. Mal posso esperar para mergulhar nas Bahamas! ehehe

Resumindo, tirei o curso com o Gonçalo e o Pedro e mais dois colegas do Gonçalo (Ricardo e Hugo) na MegaDive. Em dois mergulhos acompanharam-nos um colega do Gonçalo (outro Ricardo) e a noiva Marisa. Foram eles que nos tiraram as fotos. Muito obrigada a todos (instrutor e assistentes incluídos :P) :)