quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dolphin Emotions - Life changing experiences

Life changing experiences" é um dos slogans de promoção das interacções com golfinhos possiveis de efectuar no Zoomarine, e posso dizer que é bastante acertado. E como é sei isto? Porque perdi o amor ao meu dinherinho e aventurei-me juntamente com a Ana nesta aventura e completei mais um dos pontos da minhas "Lista de coisas a fazer antes de morrer".

Mas comecemos pelo inicio. Este ano, a Ana e o Ricardo convidaram-nos a passar uns dias juntamente com eles no Algarve, ao que nós, sem pensar muito, aceitámos com muito gosto. Ir foi fácil, saí do trabalho na sexta-feira, pegámos no carro que tinha trazido de manhã para Lisboa e arrancámos em direcção ao Algarve. O pior foi voltar a casa, pois tirei 2ª e 3ª de férias e acabámos por só vir para cima na 4ª.

Que saudades que eu tinha da praia e de apanhar sol. O pobre do Gonçalo ainda devia sentir mais, pois já não ia à praia à dois anos. Que branquelo que ele estava! Neste momento, já tem uma corzinha... Os dias lá em baixo foram muito bem passados, tirando os rapazes não conseguirem largar a PS3. Para além da PS3 o que eles também devem ter gostado ainda mais foi de andar de mota de água, andaram um bocado comigo e com a Ana, e depois poderam acelerar sozinhos que nem uns malucos. a seguir às motas andámos também de gaivota (em forma de carro). Quando fui descer no escorrega fiquei com o meu enorme rabo preso :P Mas não fui a única, aquilo é mesmo pequeno. Eu e o Gonçalo acabámos na água a ser puxados até à margem (agarrados ao barco) enquanto a Ana e o Ricardo pedalavam.

No dia anterior à nossa partida, decidimos que servia muito giro se fossemos visitar o Zoomarine. Alguém falou nos golfinhos e em nadar com eles, ao que a Ana me disse: "Se tu fores eu vou", e como é algo que sempe quis fazer, aceitei o desafio. Fizemos a reserva pela internet e na 3ª feira rumámos em direcção ao parque. As reservas online são mais baratas, pois usufruem de desconto. 20% nas entradas no parque e 10% nas interacções que já incluem a entrada. Na altura da reserva percebemos que tinhamos direito a video e fotos, mas depois verificámos que tinhamos direito sim, mas se pagássemos mais.

Começámos a visita com o espectáculo de saltos acrobáticos, depois os golfinhos e mais tarde os leões marinhos. No final da visita, vimos ainda o espectáculos das aves tropicais. O parque estava cheio e as sessões enchiam muito antes da hora do espectáculo, o que implicava irmos cedo para arranjar lugar. Um dos golfinhos, o Sam, é o mais velho do mundo, daquela raça, em cativeiro. O que se notou, pois ele não conseguiu atirar a bola da piscina para a plateia. Ao fim de várias tentativas goradas, desistiu e levou a bola ao treinador.  

À hora definida fizemos o "check-in" e embarcarámos na nossa experiência. Deram-nos um saco com uns chinelos e uma toalha, que quando a usei fiquei cheia de pelos azuis. Ficámos em bikini, vestimos o colete e seguimos para ouvir algumas explicações. Quando chegámos à lagoa em que estavam os golfinhos já lá estavam os nossos "acompanhantes": Gonçalo, Ricardo, irmã e mãe da Ana. Cada uma tinha direito a levar dois acompanhantes, que ficavam a observar com alguma distância a interacção.

Tivemos direito a dar festinhas, beijinhos, instruções, tirar fotos e a alguns momentos de contacto individuais. Eu e a Ana eramos sempre as primeiras e seguindo as instruções que nos davam, fizemos coisas diferentes. Haviam duas interacções: uma na parte funda e outra na parte mais baixa. Na parte funda, eu estendi a mão e o golfinho empurrava e fazia circulos ao meu redor, a Ana girava em torno de si própria e o golfinho imitava o movimento. Na parte mais baixa, eu segurei-me às barbatanas de dois golfinhos que me levaram para uma volta e a Ana deitou-se numa prancha enquanto eles lhe empurravam os pés. No final, comprámos o video, os albúns individuais de fotos e uma foto juntas. O sr. ainda colocou no saco  fotos extra que não pagámos. Escusado será dizer que foram carissimas.

A experiência foi simplesmente ESPECTACULAR. Adorei e só tive pena de ser tão pouco tempo. Conseguiria facilmente habituar-me a trabalhar com eles todos os dias.

Podem ver o nosso video aqui:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Totós

O Bruno e o Ricardo são um bocadinho loucos, mas isso já ninguém tem dúvidas. No outro dia, tivemos mais uma demonstração da falta de juízo daqueles dois.

Fomos jantar a casa da Cátia e do Bruno e minutos após chegarmos tiveram a bela ideia de pegar num barco insuflável e ir para um local a que chamaram de “barragem”. Arrancaram os dois com a irmã da Cátia numa camioneta de caixa aberta com o barco, e nós decidimos segui-los, porque ia dar risada na certa. O Ricardo ia deitado dentro do barco, na parte de trás. Alguns metros depois, apercebi-me que a tal barragem era um buraco no chão, forrado com um oleado e cheio de água. Basicamente, era uma piscina enorme.

Ao fim de algumas tentativas furadas, lá conseguiram entrar na barragem com o barco, mas não sem bastante esforço para não cair. Enquanto eles lá andavam no barco e tomavam banho naquela água não muito limpinha, os restantes íamos rindo com a parvoíce. O Ricardo aventurou-se a tentar subir por uma corda e acabou todo esfolado. Já não é a primeira vez que o Ricardo sai todo magoado de uma aventura com o Bruno. Não é muito difícil, visto que ele o desafia, e quando o Ricardo cai na esparrela, o Bruno vai equipar-se todo para se proteger. Assim, o Ricardo que vai sempre de calções e chinelos acaba todo esfranganado.

Quando regressámos a casa da Cátia, começámos a brincar com a cadela dela, a Sidney, e enquanto eu estava distraída a filmá-la com o Gonçalo à beira da piscina, o idiota do Ricardo, seguido do outro idiota, o Bruno, mergulharam de bomba para a piscina e deixaram-nos todos encharcados. Incluindo a máquina. Eu tenho provas, porque tal como referi estava a filmar e tenho tudo gravado!! (podem ver no video embaixo, mas aconselho a reduzirem o som, porque está um pouco alto)

Ficamos portanto a aguardar as próximas aventuras dos estarolas. O Gonçalo desta vez não entrou na brincadeira, mas nunca se sabe o que vai acontecer na próxima… Nota: O Gonçalo também é muito maluco, mas desta não tinha o bikini vestido, portanto não participou.

domingo, 15 de agosto de 2010

Parques de diversões

Adrenalina. Medo. Divertimento. Não sei bem qual destas emoções me faz gostar de parques de diversões, mas a verdade é que gosto. Tenho medo muitas vezes. O meu coração palpita e palpita, começo a tremer e a tentar não pensar no frio que vou sentir na barriga, e acabo por respirar fundo e vou. Nunca gostei de ser considerada cobarde, por isso acabei sempre por ir, quando os outros também iam. Mas ultimamente, talvez por já ser mais velha, já consigo dizer não e, infelizmente, deixar o medo prevalecer.

Lembram-se da feira popular? Pois nunca lá tinha ido quando fui ao meu primeiro parque de diversões. Esse momento ocorreu quando fui num passeio a Paris com a minha turma do 10º ano, e como devem estar a calcular o parque em questão é a Disneyland Paris. Se bem me recordo a primeira vez que andei numa montanha russa foi na Space Mountain (aquela que é às escuras e onde vê uns planetas a brilhar). Escusado será dizer que quando cheguei efectivamente a andar na da Feira Popular, a tão temida montanha russa da Feira Popular, tive uma sensação de “foi só isto?”.

Voltando ao tema da viagem, esta incluía uma semana em Paris, um dia dos quais passado no parque de diversões. A viagem era organizada e guiada por professores com o programa bem definido. Eu ia com mais cinco amigas minhas, das quais faziam parte a Ana Margarida e a Pati. Não me recordo bem da viagem, lembro-me vagamente do que visitámos, lembro-me de dormirmos todas na mesma cama em uma das noites, e lembro-me da noite em que viemos do parque e em que fechava os olhos e sentia-me de novo a deslocar-me e a cair a alta velocidade.

Voltei mais tarde à Disneyland oito anos depois, desta feita com a minha família. Mais uma vez foi um dia muito intenso, sem constante movimento tentando ver e andar em tudo. Como já lá tinha ido tentei organizar as coisas o que nem sempre correu bem. Notei que havia um sistema diferente; que tirando uma senha conseguia-se entrar mais rápido a determinada hora e divertimento. Mais uma vez, para minha grande infelicidade e trauma, não vi o desfile que ocorre na rua principal (tenho que lá voltar). Em vez disso tivemos horas na fila para um divertimento “soft” segundo dissemos ao Paulo (meu padrasto), mas que ele não concordou nada. Durante a viagem apresentava uma expressão de pânico enquanto ia gritando derivado ao medo (ahahah, coitado, foi bem enganado). Claro que adorámos aquele dia tão extenuante e também tão espectacular. Aquele parque tem mesmo algo de especial, algo que dá vontade de voltar outra e outra vez. Todas as personagens, os divertimentos, todo o mundo Disney, é algo fantástico…

No final do secundário voltei a ingressar numa viagem com os meus colegas, desta vez a tradicional viagem de finalistas, a Loret de Mar. Nesta viagem a Patrícia não quis ir, ficando o nosso grupo reduzido a mim e à Ana Margarida. O percurso até ao destino foi efectuado de Autocarro e lembro-me perfeitamente do dia da partida, em a avó da Pati se virou para esta e disse: “Porque é que não vais? Vai fazer a mala num instante e vai também”. Era bom que fosse assim tão simples :P Loret é a terra das viagens de finalistas, estando a abarrotar nas férias da Páscoa. Num dos dias decidimos ir até a um parque de diversões lá perto conhecido por “Port Aventura”. As recordações que guardo desse dia são muito vagas, mas sei que gostei bastante do parque e que no final do dia, passamos a frente na fila da montanha russa, graças a umas raparigas da agência de viagens que lá estavam.

No entanto, a minha opinião mudou quando regressei ao parque o ano passado, desta feita com o Gonçalo, a Joana, o Vasco e o Pedro. Não sei se foi da altura do ano (era Verão) ou se foi de já ter conhecido outros parques entretanto. Só sei que fiquei bastante desiludida. O parque estava quase vazio, o que é bom porque não há filas, mas péssimo porque vários divertimentos estavam fechados. Em termos de cenários, mas relativamente aos divertimentos, o caso muda de figura. São um pouco fraquinhos e muito poucos, principalmente comparativamente com o tamanho do parque. O Vasco, que também já tinha ido ao parque, ficou com a mesma ideia que eu. Só que ele teve a viagem toda a falar na montanha russa que lá havia, e que ele tinha andado e adorado, e quando chegamos lá e fomos andar (eu e o Gonçalo), ele não quis ir… Pela primeira vez, andei na primeira fila e adorei. Foi pena a decepção com o resto.

Em compensação, uns dias antes de ter voltado a Port Ventura, estive com alguns PABRAC (Gonçalo, Ana, Ricardo, Gonçalo, Pati, Inês – irmã Ana, Bruno e Renato – namorado do Bruno) em Madrid, para uma aventura de dois dias no Parque Warner Bros. Este parque surpreendeu bastante pela positiva, pois apesar de ser pequeno, tem imensos divertimentos, muito diferentes e surpreendentes, e apresenta muitas novidades relativamente a outros em que já estive. Só para terem noção tem três montanhas russas, sim, três!! E uma delas anda para a frente e para trás. Nunca sabíamos o que poderia acontecer em cada local que entravamos. Foi muito divertido. Tirando a torre enorme em que nem me atrevi a ir.

Outro parque muito bom, e ao qual também já fui duas vezes é a Isla Mágica em Sevilha. Da primeira vez fui com o Gonçalo, Ana, Ricardo, Flávio e família da Ana. Da segunda vez fui com o Gonçalo e a minha família.

Da primeira vez, foi o momento em que fiquei traumatizada com torres. Posso dizer que durante o dia inteiro, andei em tudo e mais alguma coisa, inclusive três vezes na torre. No entanto na última volta algo mudou. Enquanto estava sentada no cimo da torre esperando começar a descer (sim, sabia que aquilo ia descer a qualquer momento, só não sabia quando, e isso era o pior) comecei a entrar em pânico. Não sei explicar porquê, mas estava mesmo com medo. Foi uma sensação tão forte que me impossibilitou de voltar a sentar o rabo em qualquer outra torre daquelas. Foi desta vez que ao voltar para o Algarve, onde estávamos a passar férias, nos perdemos, e fomos para a Beja. Era noite cerrada, um dos carros quase não tinha gasolina e as bombas estavam todas fechadas. Ninguém tinha mapa, por isso não fazíamos ideia onde estávamos nem quanto faltava para chegar a Portugal. Só conseguimos atestar já do lado de cá da fronteira. Chegamos a casa tardíssimo. Ainda por cima não tínhamos chave e tivemos que acordar o Vasco para ir abrir a porta.

Da segunda vez, claro que já não consegui ir na torre, indo só a minha irmã e o Gonçalo. Escusado será dizer que fui gozada claro. Mas fui à montanha russa sem problemas. O Paulo foi mais uma vez enganado, claro está :P Este parque é um pouco diferente dos outros, e como é num local muito quente é muito direccionada para divertimentos aquáticos, para impedir os visitantes de morrerem assados. Para além de que encerra à meia-noite com um espectáculo muito giro de pirotecnia. Desta vez, encontrámos facilmente o caminho.

E pronto, foram estes os parques a que já tive o privilégio de ir, que me lembre, sem contar com a Bracalândia, que como o nome indica é em Braga, ou devo dizer: era, porque acho que já não existe. A visita à Bracalândia também já foi à vários anos, quando fomos passar férias ao Gerês e acabámos no Porto, pois não parava de chover e iamos acampar. Este mini-parque é bastante mais pequeno e muito mais infantil. Agora é que já não sobram mais parques de diversões em Portugal. Temos que continuar a experimentar os do estrangeiro :P

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

3 casamentos e uma despedida de solteira

No último ano e meio fui a três casamentos e nenhum deles foi daqueles que vamos porque os nossos pais foram convidados ou algo do género. Cheguei àquela idade em que os meus amigos se começam todos a casar... A Cátia e o Bruno neste sentido adiantaram-se; eu era uma jovem quando eles se casaram...

Tudo começou com o casamento da Joana e do Vasco em que, como se devem lembrar, eu fui madrinha (com muito orgulho, muito obrigada mana). E como madrinha que se preze organizei a despedida de solteira juntamente com a co-madrinha Karla. Diga-se de passagem que a minha experiência em casamentos não é muito vasta e em despedidas então... Acho que só fui a uma, há anos (a da Cátia). Apesar disso acho que correu muito bem. Fomos todas jantar a um restaurante com uma sala só para nós. Perdemo-nos pelo caminho, porque a entrada que decorei estava em obras, mas isso não interessa :P E tivemos, claro, um espectáculo de strip (bem fixe) e bolo erótico (uau :P). Acabámos a noite num bar nas docas em que o gerente era o Gato (dos Milénio!!) que bebeu um shot connosco (connosco = elas). Acho que correu bastante bem, e espero que elas tenham gostado.

O tão esperado casamento ocorreu uma semana depois (4 de Abril de 2009) e foi muito bom, tirando a Joana querer matar o fotógrafo por querer que ela tirasse as meias e o animador por ser um idiota. Foi bastante divertido ver a Joana aos tombos no banco de trás do carro do Xico a tirar as meias, enquanto nos dirigiamos para o parque das nações, onde se realizou a sua sessão fotográfica. O sr. fotógrafo deixou-me filmar 10 seg para o making-off (que simpático...). As fotos ficaram muito giras. O Vasco estava bastante nervoso ao contrário da Joana que aparentemente estava calma. Acho até que eu estava mais nervosa que ela.

Como referi anteriormente a minha experiência em casamento é quase nula. Sinto que se fosse hoje (após mais dois casamentos) provavelmente conseguiria cumprir melhor o meu papel de madrinha e arranjava, por exemplo, um cestinho para o arroz e as pétalas ao invés de um saco de plástico. Como o casamento foi efectuado na quinta (casamento civil) não sabiamos muito bem quando distribuir o tal arroz, e fizémo-lo demasiado cedo. Como resultado, no momento final de bater palmas, estava toda a gente com as mãos ocupadas... É claro que a Cláudia tinha que dar barraca. E no meio da pista de dança, eis que o fecho do meu vestido abriu e mostrei mais do que devia. Sim, eu sei que estou gorda, mas o problema era mesmo do fecho :P Coitada da Karla que teve um trabalhão a ajudar-me. Passei o resto da noite de braços para baixo, inclusivé no momento de apanhar o boquê em que fui abalrroada pela Ana que o apanhou. O dia passou demasiado depressa, talvez pela ansiedade com a qual espere por ele. Gostei muito de ter ido, adorei a honra que me foi concedida. Até tive oportunidade de ir no carro da noiva até à quinta. Fiquei muito feliz por eles.

De seguida, foi o casamento do Marco e da Helena, compartilhado com a irmã gémea desta. Foi lá em cima no norte, na terra das noivas (já não me lembro onde) e fomos todos alegres e contentes até lá, fazendo uma paragem pelo caminho para uma pequena recepção do noivo. O noivo é da margem sul, e arranjou um autocarro para levar a familia até lá. Durante o casamento tivemos que sair para levantar dinheiro, porque nem eu, nem o Gonçalo levámos prenda (somos vergonhos. Nem postal levámos e tivemos que nos colar à Jo e ao Vasco). Aproveitámos também para fazer o check-in no hotel, pois como era longe tinhamos que pernoitar lá perto. O João ainda tentou dançar comigo durante a festa, mas não correu muito bem. O casamento terminou com o cortar do bolo e um pequeno espectáculo de fogo preso. No dia seguinte o João, hilariante com sempre, apareceu ao pequeno-almoço tal qual um sonâmbulo... No regresso a casa parámos para almoçar, numa refeição que ficou marcada pela frase que o Gonçalo dirigiu ao João: "Se eu tivesse pipi, dormias comigo?" :| No Comments!!

Por fim, e mais recentemente, foi o casamento do Zé e da Susana. Este teve inicio com a aventura que foi encontrar a casa do Zé. Ninguém se lembrava muito bem onde era, nem sequer do nome da localidade. Sabiamos que iamos reconhecer quando vissemos o nome, o que aconteceu quando numa das terrinhas vimos um cartaz das festas dessa localidade (perto de Torres-Vedras). Depois de muito procurar chegámos ao destino ainda a tempo de tirar fotos com o noivo. Seguimos de seguida, para a igreja no Lumiar (sim, em Lisboa). Após a cerimónia (e eu perceber que as palmilhas party-feet só servem para me magoar ainda mais) seguimos para a quinta na Malveira (local onde eu tinha deixado o carro inicialmente e onde me foram buscar). Nos entretantos ainda esperámos pelos noivos à porta de casa deles, perto de Loures, onde por uma confusão eles nunca apareceram. Na hora do boquê em vez do habitual "atirar" foi feita uma roda em que as "candidatas" rodavam à volta da noiva vendada. Quando a música esta dava-o à primeira que apanhasse. Foram também os anos do Zé nesse dia, portanto cansou-se também os parabéns. No final, acabámos por ser os últimos a sair da festa (para além da familia claro).

Desenho a todos muitas felicidades, e espero estar presente no momento de celebrar as bodas de ouro. :P

Quem serão os próximos?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Travel Troubles IV (part II)

Bom, vou ver se é desta que acabo de escrever a nossa aventura em Paris e se me lembro de todos os pormenores.

Ia no primeiro dia. Pois bem, no primeiro dia fomos na excursão, em que o autocarro ia cheio (ainda bem que duas senhoras e uma menina ficaram a dormir porque senão também não tinham lugar e era mais uma barraca). O dia correu bem, e como estávamos mortos, andar de autocarro soube bastante bem. Visitámos o Sacré-Coeur e o bairro dos poetas de manhã e almoçámos num restaurante em que o almoço estava incluído menos as bebidas (uma cola custava 5 euros). Durante a tarde demos uma volta por paris e passeamos na zona da Ópera.

No fim do dia, mas ainda de dia, a guia estava cheia de pressa para nos ir pôr no passeio de Bateaux Mouche (passeio de barco no Sena que também estava incluído) porque segundo ela, nós estávamos todos muito cansados (ou seja, ela estava cansada), então deu-nos os bilhetes e não quis mais saber. Nós quando nos estávamos a aproximar da entrada do barco vimos que este estava cheio então ficámos para trás com mais pessoas do grupo e fomos no seguinte. Escusado será dizer que quando voltámos a senhora guia espumava da boca porque teve meia hora à nossa espera (temos pena).

No pacote estavam incluídos os jantares no hotel, e que belos jantares… Deram-nos puré com salsicha (sim, só uma), que tinha muito mau aspecto e não tinha melhor sabor. Ainda consegui comer alguma coisa, mas muitos nem conseguiram tocar. Como havia tantas reclamações o rapaz que andava a servir já andava irritado e umas das vezes em que ia a caminho da cozinha, falhou e foi contra a porta. Decidimos juntamente com um pequeno grupo de pessoas ir jantar a outro local. O problema era… aquele “fantástico” hotel era no meio de nenhures! Então, alguém se lembrou que tinha visto um Mac Donalds quando íamos no autocarro. Não se sabia bem onde, mas havia uma pequena ideia da direcção a tomar.

Então partimos à busca do Mac Donald’s perdido… Depois de muito caminharmosencontrámos finalmente o nosso destino. E como estava tudo a correr tão bem, descobrimos que tinha acabado de fechar e só tinha o Mac Drive a funcionar… Tivemos então que fazer o pedido pelo Mac Drive tal qual como se estivéssemos dentro de um carro. Quando chegou a altura de pedir só queria “o maior hambúrguer que tivessem”; estava esganadissima. Acabámos a comer sentados no chão do parque de estacionamento. Posso dizer que nunca um hambúrguer me soube tão bem… Ao chegar ao hotel reparámos que as mesas estavam postas para o pequeno-almoço com o pão, o que explica porque é que ele estava tão rijo de manhã... Antes, nessa noite, tentaram que comprássemos o resto das excursões que eram super caras, ao que resolvemos ir por nossa conta juntamente com um casal que estava connosco.

No segundo dia, levantamo-nos, tomamos o nosso "fantástico" pequeno-almoço e lá fomos nós até ao comboio/metro (é um pouco difícil distinguir por isso vou referir-me apenas como metro). Pedimos “boleia” ao transfer do hotel que amavelmente nos levou até à estação, até o rapaz que ia connosco ter percebido que tinha deixado a carteira no hotel e termos que voltar para trás. Nesse momento a amabilidade começou a desvanecer. A carteira desse rapaz estava amaldiçoada porque ele acabou mesmo por perde-la… Mas continuando… Chegámos à estação e comprámos bilhetes, mas não eram os bilhetes que queríamos porque só davam para fins-de-semana e feriados. Como não tínhamos mais moedas dirigimo-nos ao guichet e tentei no meu francês arranhado (o sr. não falava inglês) trocar os bilhetes. Não fui bem sucedida e tive que pagar mais dois bilhetes…Claro…

Finalmente chegámos a Paris. Começámos por visitar Notre-Dame e logo a seguir, quando íamos entrar num palácio lá perto, o tal rapaz percebeu que já não tinha a carteira… Separámo-nos então pois eles tinham que ir à embaixada. Ligaram para a nossa adorada guia a perguntar onde era, ao que ela respondeu: “Não sei não. Vai a um ciber-café e procura na internet” : Enfim… seguimos então caminhos separados. Não me lembro bem a ordem com que fizemos as visitas, mas conseguimos ver grande parte dos monumentos junto ao rio. Tivemos perto da torre Eiffel mas estava uma fila tão grande que não chegámos a subir até à meia-noite. Para mim foi uma experiência nova pois nunca tinha estado na torre de noite, no entanto não foi das mais agradáveis. O terceiro piso estava encerrado o que supomos ser devido ao vento que estava, pois mesmo no segundo íamos sendo levados. Estava cheia de medo e os meus joelhos só tremiam, mas pronto, eu sou uma mariquinhas. Descemos mesmo quando estava a fechar.

Ao voltar ao hotel apercebemo-nos de algum reboliço na recepção. Aparentemente uma senhora tinha caído no autocarro (aquele que se pagava para ir com a guia super simpática...). A senhora tinha muitas dores e queria ir ao hospital, mas em França é preciso estar a morrer para aparecer a ambulância, principalmente se for um estrangeiro. Então o sr. do hotel, que ligou para o "112" ia fazendo o diagnóstico pelo telefone. Ia tocando na senhora (com todo o respeito) e perguntando meio em francês meio em inglês, "dói aqui?" "e aqui?". De realçar que a senhora só falava português, então estava eu, o Gonçalo e outra senhora a tentar fazer de intérpretes. Perguntam e muito bem, porque não foram falar com a guia? Foram, mas a fantástica guia disse que estava muito cansada, tinha que dormir porque trabalhava no dia seguinte e que não tinha nada a ver com o assunto. Entretanto fomos para o quarto (aquele quarto incrível... :) e ainda vimos a ambulância chegar e a senhora ir (sozinha) para o hospital.

No último dia estávamos tão destruídos que não conseguimos ir a lado nenhum. Dormimos a manhã inteira e fomos directos para o aeroporto. Estas férias foram a prova de que o barato sai caro... Mas pelo menos ficámos com uma história surreal para contar.