segunda-feira, 25 de julho de 2011

Surpreendentemente Hilariante

Quando recebi o convite para ir ao Festival do Ar este domingo não imagina o dia que ia ter, as experiências que ia viver e principalmente o quanto me ia rir.

Tudo começou com o convite da Ana e do Ricardo para o festival que se realizava em Grândola, onde íamos passar o dia todo o que implicava acordar às nove da manhã. Considerando que no sábado, devido ao jantar de anos do sr. Ricardo, deitei-me à duas horas já se previa um bom começo :P Domingo de manhã, estava eu despachadinha às 9:00 e a morrer de sono, e nem sinal daqueles dois. Ainda fui dormitando deitada em cima da cama e tapada com um casaco (já tinha feito a cama e não pensei que fossem demorar) enquanto esperava, e esperava e desesperava já eram 10:00!! Sim. Estive 1 hora à espera… Esqueceram-se de me avisar que as nove horas era no horário da Ana :P

Quando finalmente às dez e tal apanhámos o Gonçalo (também tivemos que esperar mais um bocado), seguimos viagem para Grândola. Quando chegámos havia o festival dos saldos e muito ar mas não havia festival do ar em lado nenhum. Após a ajuda preciosa do Pedrinho percebemos que afinal era na praia de Melinde, e seguimos caminho. Considerando que íamos todos de calças de ganga, ser na praia já não era bom sinal. Quando chegámos à praia as nossas suspeitas confirmaram-se: o festival do ar não era nada de especial. Havia uns papagaios, algumas pessoas a aprender parapente e pouco mais. Pouco depois de chegarmos estávamos a ver um número de papagaios sincronizados ou whatever e ouvimos “Pessoal, baixem os papagaios porque parece que vai passar alguém de parapente”. Logo de seguida ouve-se um parapente a motor (daqueles que levam uma ventoinha nas costas) e vemos alguém no parapente mesmo a nossa frente. O senhor que estava a tentar descolar ia a correr, mas quando estava mesmo a tentar levantar, o parapente ficou para trás, ele tropeçou numa duna e deu um grande espalho. Tiveram que ir ajudá-lo a levantar-se. Já não descolou…. O outro tinha razão quando disse que parecia que ia passar um parapente, só parecia. Foi este o apogeu que nos levou a ir embora.

Decidimos ir almoçar e depois ir ao Badoka Park. Junto à praia havia dois bares. Dirigimo-nos a um e sentámo-nos numa mesa, mas ao ver que ninguém aparecia fomos confirmar que havia serviço de mesa. Um senhor no interior confirmou mas um pouco a despachar. Quando verificamos que ninguém aparecia e inclusive a empregada olhava para nós e ignorava-nos, dirigimo-nos ao restaurante do lado.

Voltámos a sentar-nos à mesa e mais uma vez nos levantámos e saímos ao verificar que os empregados estavam todos a discutir uns com os outros. Começou com um senhor desdentado a gritar com uma empregada, depois a empregada gritou com um homem que estaria lá a “ajudar” por causa do festival, depois veio uma senhora da cozinha gritar com o mesmo individuo. Estava uma grande confusão e havia pessoas a reclamar que tinham chegado primeiro e afins. Portanto fomos embora.

De regresso à estrada, os rapazes criam ir ao MacDonals. Eu não estava com muita vontade mas aceitei ir onde quisessem. Acabámos por ir a um restaurante à beira da estrada: “A Charrua”. Chegámos, sentámo-nos, perguntámos se os bitoques eram servidos rápido ao que a empregada respondeu que sim, e lá ficámos todos contentes. Comemos pão e azeitonas (estávamos esfomeados) e amêijoas à bulhão pato. Lembro-me de ter ido à casa de banho e dizer: “Bem, deixa-me ir à casa de banho antes que tenhamos que sair outra vez”. Mal sabia eu… Começou quando a minha lata de icetea vinha suja, e o Gonçalo chamava a rapariga mas ela dizia-lhe para esperar e não aparecia, só tendo trocado a lata quando trouxe as amêijoas. Fomos conversando, conversando e nunca mais vinha bitoque nenhum. Mais de uma hora depois a Ana começou a flipar, levantou-se e foi reclamar com ela. Perguntou se demorava muito para os bitoques ao que ela respondeu: “Falta só a carne..” Ahahah Se ela já estava convencida que não tinham começado, ainda mais ficou. De realçar, que havia pessoas que chegaram depois de nós que já estavam a comer. Depois foi a vez do Gonçalo se levantar e reclamar. O dono já estava metido ao barulho e andava a cozinheira a fazer os bitoques a pressa. Finalmente apareceram três bitoques e ela ainda fez a piadinha: “Ahah a cozinheira foi atacada por um ovo” ao que ficámos todos a olhar para ela feitos parvos. O outro bitoque não vinha, então o Gonçalo levantou-se outra vez, o Ricardo só dizia, “Deixe estar, já não precisa trazer”. Os bitoques vinham um bocado oleados mas o do Ricardo vinha com ar de quem tinha andado na guerra. Então o Ricardo “Vamos embora” e levantaram-se todos. Eu olhava para o meu prato e pensava: “Então, mas vou pagar e não como nada” :P Ainda bebi o resto do icetea (já tinha comido um bocadinho do bife) e bazei. Os senhores da mesa ao lado ainda me avisaram para não me esquecer dos óculos do Ricardo (que iam ficando lá). Pediram a conta já com o restaurante todo a olhar para o escândalo. O senhor abriu-nos a porta e disse que estava pago, e bazámos. Com esta história toda já eram três e tal. Foi bastante divertido até.

Já não fomos ao Badoka claro, seguimos para Tróia onde apanhámos o ferry até Setúbal. Mas antes disso ainda fomos ao Intermarché comprar gelado. Por esta altura o Gonçalo só falava que devíamos ter ido ao Mac, mas surpresa das surpresas o Mac que eles pensavam que existia ali perto, não existia….

Enfim, apesar destas peripécias todas, foi muito divertido (tirando a seca de manhã). Um dia para recordar. Ahahahah.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Feira do Livro 2011

Um grande evento. Este ano consegui fazer o impensável. Podem não acreditar, mas fui à feira do livro e não comprei livro nenhum!! Ok, não é inteiramente verdade. Comprei um livro para o meu irmão que ele precisava para a escola, mas como era algo necessário não conta :P

Foi bastante dificil. Ainda tive com uns na mão. Livros com descontos, autógrafos, promoções pague 3 e leve 4 e sei lá que mais. Livros, livros, livros. A loucura. Um vicio. Mas consegui resistir e por isso estou muito contente.

Devem pensar que estou louca, e que não vêm qualquer dificuldade em passar por todos aqueles livros e ficar indiferente. Pois, para quem gasta em média 100 euros por feira do livro, foi um grande feito.

Como o consegui? Pensei em todos os livros que tenho em casa comprados de outros anos e que ainda não li. Para além de que actualmente não há nenhum livro ou colecção que me atraia muito e que seja um "must have". E claro pensei na crise e no nosso amigo FMI :P

Assim sendo, o objectivo para sobreviver este ano, é ler o que tenho em casa e ainda não li, e se faltar peço emprestado :P iihihih

Aconselho-vos a fazer o mesmo.

Boas leituras :)

domingo, 30 de janeiro de 2011

O maravilhoso feiticeiro de Oz

Finalmente, ao fim de 27 anos, li o feiticeiro de Oz. Posso riscar mais um ponto da minha lista de coisas a fazer antes de morrer. Sei que é uma coisinha insignificante, mas consigo finalmente compreender as piadas e referências a esta história tão conhecida.

Claramente é uma história para crianças, pela forma como está escrita (apesar de ser um pouco sangrenta) e pela forma de pensar nas personagens, e como tantas outras tem uma lição de moral. Provavelmente, a minha interpretação da história não é igual à de outras pessoas e como tal a moral que identifiquei também não. Mas antes de falarmos nisso falemos um pouco da história (atenção: contém spoilers).

A personagem principal é a Dorothy, uma menina que vive no Kansas com os tios e o cãozinho totó, após a morte dos pais. Um dia, vem um tornado e a Dorothy, por tentar salvar totó, não consegue entrar a tempo no esconderijo. A casa levanta voo e quando aterra a menina encontra-se numa terra desconhecida onde a realidade é bastante diferente do que ela conhece. As pessoas na rua encontram-se a festejar. Aparentemente a casa caiu em cima da Bruxa má do Este e livrou o povo da sua tirania. Em forma de agradecimento a Bruxa boa do Norte diz-lhe para ficar com os sapatos prateados (só passaram a ser feitos de rubi no filme) da bruxa morta e como protecção dá-lhe um beijo na face que a marca. A menina apenas deseja voltar para casa. A bruxa boa não a sabe ajudar, no entanto, diz-lhe que o poderoso Feiticeiro de Oz, saberá o que fazer. Para o encontrar a menina precisa seguir o caminho dos tijolos amarelos.

Dorothy encontra-se na Terra de Oz que se divide nos reinos do Norte e Sul governados por bruxas boas, reinos do Este e Oeste governados por bruxas más, tendo uma sido morta pela sua chegada, e no centro encontra-se Cidade das Esmeraldas, governado por Oz. Cada reino tem uma cor e um povo característico.

Durante a sua demanda Dorothy encontra várias personagens que se juntam a ela para pedir também um desejo ao feiticeiro de Oz. Um espantalho que anseia por um cérebro, um homem feito de lata que quer ter um coração e um leão medroso que deseja coragem. A história de como o homem se transformou no homem de lata é bastante macabra. Resumindo, ele era um lenhador normal que se apaixonou por uma rapariga que vivia com uma senhora idosa. Essa senhora não queria perder a sua criada e pediu ajuda à bruxa que enfeitiçou o machado do lenhador. O machado começou por cortar uma perna, depois a outra, depois um braço e o outro braço e o lenhador foi pedindo ao funileiro para lhe substituir as partes do corpo por partes de lata, até que já não havia partes do corpo de carne.

Após várias peripécias e várias animais mortos à machadada e afins, os quatro heróis chegam até Oz que lhes diz que apenas os ajuda se matarem a Bruxa má do Oeste. Após mais uns quantos massacres, a Bruxa má consegue capturá-los e escravizá-los, mas quando tenta roubar os sapatos a Dorothy esta manda-lhe água para cima e a bruxa derrete. Quando chegam à Cidade Esmeralda descobrem que o feiticeiro de Oz não passa de um charlatão sem poderes, mas que consegue convencer o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão que resolveu os seus problemas. Dorothy precisa ainda de visitar a Bruxa boa do Sul para descobrir que a chave para ir para casa encontrou-se sempre nos seus pés, e que apenas precisa de bater três vezes com os calcanhares e pensar para onde deseja ir, e assim consegue o tão desejado regresso a casa.

De realçar que com a excepção da menina, todos os restantes já tinham o que procuravam. O Espantalho tinha sempre as melhores ideias, o homem de lata era muito sensível e tinha muito cuidado com todos os animais (segundo ele porque não tinha coração, porque quando tivesse não tinha que se preocupar mais) e o leão mais do que uma vez arriscou a sua vida para salvar os amigos. O que nos remete à questão da lição de moral. Para mim, é que muitas vezes passamos muito tempo a procurar por algo que já temos, e só nos apercebemos quando alguém nos faz ver. O feiticeiro na verdade não lhes deu nada, só os fez acreditar que sim. O poder da mente. É como as pulseiras do equilíbrio que não fazem nada mas que muita gente acredita que sim, e só por acreditarem já se sentem melhor, e a pulseira “faz efeito”.

As coisas tornam-se reais quando acreditamos nelas….