Quando recebi o convite para ir ao Festival do Ar este domingo não imagina o dia que ia ter, as experiências que ia viver e principalmente o quanto me ia rir.
Tudo começou com o convite da Ana e do Ricardo para o festival que se realizava em Grândola, onde íamos passar o dia todo o que implicava acordar às nove da manhã. Considerando que no sábado, devido ao jantar de anos do sr. Ricardo, deitei-me à duas horas já se previa um bom começo :P Domingo de manhã, estava eu despachadinha às 9:00 e a morrer de sono, e nem sinal daqueles dois. Ainda fui dormitando deitada em cima da cama e tapada com um casaco (já tinha feito a cama e não pensei que fossem demorar) enquanto esperava, e esperava e desesperava já eram 10:00!! Sim. Estive 1 hora à espera… Esqueceram-se de me avisar que as nove horas era no horário da Ana :P
Quando finalmente às dez e tal apanhámos o Gonçalo (também tivemos que esperar mais um bocado), seguimos viagem para Grândola. Quando chegámos havia o festival dos saldos e muito ar mas não havia festival do ar em lado nenhum. Após a ajuda preciosa do Pedrinho percebemos que afinal era na praia de Melinde, e seguimos caminho. Considerando que íamos todos de calças de ganga, ser na praia já não era bom sinal. Quando chegámos à praia as nossas suspeitas confirmaram-se: o festival do ar não era nada de especial. Havia uns papagaios, algumas pessoas a aprender parapente e pouco mais. Pouco depois de chegarmos estávamos a ver um número de papagaios sincronizados ou whatever e ouvimos “Pessoal, baixem os papagaios porque parece que vai passar alguém de parapente”. Logo de seguida ouve-se um parapente a motor (daqueles que levam uma ventoinha nas costas) e vemos alguém no parapente mesmo a nossa frente. O senhor que estava a tentar descolar ia a correr, mas quando estava mesmo a tentar levantar, o parapente ficou para trás, ele tropeçou numa duna e deu um grande espalho. Tiveram que ir ajudá-lo a levantar-se. Já não descolou…. O outro tinha razão quando disse que parecia que ia passar um parapente, só parecia. Foi este o apogeu que nos levou a ir embora.
Decidimos ir almoçar e depois ir ao Badoka Park. Junto à praia havia dois bares. Dirigimo-nos a um e sentámo-nos numa mesa, mas ao ver que ninguém aparecia fomos confirmar que havia serviço de mesa. Um senhor no interior confirmou mas um pouco a despachar. Quando verificamos que ninguém aparecia e inclusive a empregada olhava para nós e ignorava-nos, dirigimo-nos ao restaurante do lado.
Voltámos a sentar-nos à mesa e mais uma vez nos levantámos e saímos ao verificar que os empregados estavam todos a discutir uns com os outros. Começou com um senhor desdentado a gritar com uma empregada, depois a empregada gritou com um homem que estaria lá a “ajudar” por causa do festival, depois veio uma senhora da cozinha gritar com o mesmo individuo. Estava uma grande confusão e havia pessoas a reclamar que tinham chegado primeiro e afins. Portanto fomos embora.
De regresso à estrada, os rapazes criam ir ao MacDonals. Eu não estava com muita vontade mas aceitei ir onde quisessem. Acabámos por ir a um restaurante à beira da estrada: “A Charrua”. Chegámos, sentámo-nos, perguntámos se os bitoques eram servidos rápido ao que a empregada respondeu que sim, e lá ficámos todos contentes. Comemos pão e azeitonas (estávamos esfomeados) e amêijoas à bulhão pato. Lembro-me de ter ido à casa de banho e dizer: “Bem, deixa-me ir à casa de banho antes que tenhamos que sair outra vez”. Mal sabia eu… Começou quando a minha lata de icetea vinha suja, e o Gonçalo chamava a rapariga mas ela dizia-lhe para esperar e não aparecia, só tendo trocado a lata quando trouxe as amêijoas. Fomos conversando, conversando e nunca mais vinha bitoque nenhum. Mais de uma hora depois a Ana começou a flipar, levantou-se e foi reclamar com ela. Perguntou se demorava muito para os bitoques ao que ela respondeu: “Falta só a carne..” Ahahah Se ela já estava convencida que não tinham começado, ainda mais ficou. De realçar, que havia pessoas que chegaram depois de nós que já estavam a comer. Depois foi a vez do Gonçalo se levantar e reclamar. O dono já estava metido ao barulho e andava a cozinheira a fazer os bitoques a pressa. Finalmente apareceram três bitoques e ela ainda fez a piadinha: “Ahah a cozinheira foi atacada por um ovo” ao que ficámos todos a olhar para ela feitos parvos. O outro bitoque não vinha, então o Gonçalo levantou-se outra vez, o Ricardo só dizia, “Deixe estar, já não precisa trazer”. Os bitoques vinham um bocado oleados mas o do Ricardo vinha com ar de quem tinha andado na guerra. Então o Ricardo “Vamos embora” e levantaram-se todos. Eu olhava para o meu prato e pensava: “Então, mas vou pagar e não como nada” :P Ainda bebi o resto do icetea (já tinha comido um bocadinho do bife) e bazei. Os senhores da mesa ao lado ainda me avisaram para não me esquecer dos óculos do Ricardo (que iam ficando lá). Pediram a conta já com o restaurante todo a olhar para o escândalo. O senhor abriu-nos a porta e disse que estava pago, e bazámos. Com esta história toda já eram três e tal. Foi bastante divertido até.
Já não fomos ao Badoka claro, seguimos para Tróia onde apanhámos o ferry até Setúbal. Mas antes disso ainda fomos ao Intermarché comprar gelado. Por esta altura o Gonçalo só falava que devíamos ter ido ao Mac, mas surpresa das surpresas o Mac que eles pensavam que existia ali perto, não existia….
Enfim, apesar destas peripécias todas, foi muito divertido (tirando a seca de manhã). Um dia para recordar. Ahahahah.
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