sábado, 13 de novembro de 2010

Semana do Chocolate


Fonte: braziltour.hi5.com
Na passada segunda-feira, eu e a Joana decidimos fazer algo diferente. A Joana descobriu durante uma das suas navegações internetianas que o hotel real palácio, junto ao corte inglês estava a promover durante aproximadamente duas semanas uma série de workshops dedicados ao chocolate, cada um com um tema diferente. Comentou comigo e ficámos muito entusiasmadas com ideia de participar, até porque apenas custava 10 euros e recebíamos uma caixa de bombons nesse valor. Devo também referir que, do que me lembro, nunca participei num workshop e tinha bastante curiosidade para saber como era.

Chamou-nos a atenção dois dos temas, um dirigido ao Natal e outro a Brownies. No entanto quando tentámos marcar, as vagas já estavam todas preenchidas. Assim sendo, e tendo em consideração as vagas ainda existentes, optámos pelo de ganaches e coberturas. Confesso que não fazia ideia o que era uma ganache, e penso que a Joana também não. Mas não devíamos ser as únicas porque foi com essa explicação que a chef de pastelaria responsável iniciou o workshop.

Fonte: braziltour.hi5.com
Uma ganache é, nada mais nada menos, que natas e chocolate. É simples (pelo menos pareceu) e fácil e podemos criar um mundo de ganaches diferentes aos adicionar essências, aromas, pedaços, entre outras coisas, de diferentes sabores. É possível também adicionar licores e outras bebidas alcoólicas. Tudo o que a nossa imaginação permitir. As ganaches podem ser utilizadas, por exemplo, para coberturas de bolos e bombons e para preencher copinhos, ou bolinhas de chocolate que se transformam naqueles chocolates com aspecto delicioso que vemos nas lojas.

A ideia base é levar ao lume as natas e o que se quiser usar para dar sabor, quando estiver a ferver deita-se numa taça onde está o chocolate em pepitas e mexe-se até se desfazer bem. Por norma, as medidas do chocolate são o dobro das natas, mas muda de acordo com o tipo de chocolate e a espessura que se pretende obter.

No dia em questão, combinei com a Joana em frente ao hotel às 18h20m. Tive que sair mais cedo do trabalho e ir quase a correr. Quando cheguei liguei-lhe ao que ela me pergunta "qual foi o hotel que te disse?". Vi logo que não estava no sítio certo, até porque estávamos as duas em frente ao hotel e não nos víamos. Então a Joana teve que vir ter comigo, porque não me sabia indicar que caminho seguir. O que vale é que era no quarteirão a seguir.

Chegámos e deram-nos logo um bombom à entrada. Éramos as pessoas mais novas na sala com excepção dos miúdos que se sentaram na nossa mesa. Duas raparigas e um rapaz. Lembro-me de pensar "Coitado. Este veio arrastado". Poucos minutos depois reparei que estava errada. Ele era o único que prestava atenção e tirava notas. As outras, uma era a namorada e só se agarrava a ele, a outra era a vela e estava a apanhar uma seca. Não consegui evitar pensar que para elas estarem ali a apanhar uma seca, duas pessoas não conseguiram vaga no workshop. Enfim.

Fonte:
lavender.fortunecity.com
A sra. ia explicando as coisas e fazendo várias ganaches e bombons. Devo referir que a sra. não nasceu para dar explicações, pois perdia-se e baralhava-se muito. Às tantas não sabias de que ganache estava ela a falar. Consoante iam fazendo os bombons, iam-nos dando a provar. Comemos até bolo com cobertura de chocolate e um bombom de café. Eu não gosto de chocolate de café, mas aquele estava muitooo bom. Íamos apanhando uma overdose de chocolate. Nem consegui jantar.

Resumindo, o nosso primeiro workshop foi muito divertido e mal podemos esperar pelo próximo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Morrer a rir

Já alguma vez viram alguém morrer a rir? E alguém morrer afogada a rir? Também não. Pois não só ia vendo como ia sendo a vitima...

No outro dia ao jantar, estava muito bem a beber o meu ice tea, quando um dos meus irmãos diz uma parvoice qualquer. Até aqui tudo bem, tirando o facto que rir e beber ao mesmo tempo não é grande combinação... É claro que me engasguei, e fiquei à luta com  ice tea durante bastante tempo a tossir e a chorar que nem uma desalmada. Senti-me como a Joana a ser estrangulada pela Bunny =====>

Ia morrendo afogada com o meu ice tea. Que triste vida. Ainda bem que consegui sobreviver. Não graças á ajuda da minha mãe e dos meus irmãos que ficaram parados a olhar para mim, mas pronto. Cá estou.

Feriado especial

Dia 1 de Novembro. um feriado com vários significados. Para uns, e o dia pós-haloween em que ainda se sentem os efeitos da noite anterior. Para outros, é o dia de todos os santos, véspera do dia dos fiéis defuntos em que muitos se dirigem ao cemitério para chorar e homenagear os que não se encontram entre nós. Para outros é também o dia do pão-por-deus, uma tradição praticada um pouco por todos os arredores de Lisboa.

O pão-por-deus tem origem no terramoto que ocorreu na capital em 1755 e que vitimou milhares de pessoas e deixando um rastro de pobreza e sofrimento. Um ano depois da tragédia e considerando que era dia santo, foi efectuado um peditório para amenizar os efeitos desse dia fatidico. As pessoas foram em tão de porta em porta pedindo pão por amor de Deus. Quem diz pão, diz bolos e qualquer outro tipo de comida. Com o passar do tempo a tradição ficou, e actualmente as crianças vão de porta em porta com um saco de pano (utilizado normalmente com saco do pão) pedindo guloseimas e doces. Quando era mais nova, assim como os meus irmãos, fui várias vezes com amigos ao pão-por-deus. Hoje em dia, são poucos os que ainda aparecem.

Mas eu tenho outra razão para gostar deste dia. No dia de Novembro à 6 anos atrás iniciou-se o meu namoro com o Gonçalo. Para festejar, o meu querido namorado levou-me a um local surpresa. Sabia que iamos, mas não sabia onde. No Domingo parti na espectativa e muito contente por ir ter uma surpresa. O local escolhido foi o Meco e ficámos hospedados durante uma noite na "Quinta do Miguel", num loft. Aparentemente, e desculpem a minha ignorância, um loft é o nome fino que se dá a sotão. O Gonçalo não sabia o caminho até lá, por isso fomos seguindo as instruções do GPS do telemóvel. Quando estamos a chegar ao destino, vejo um nome de umas das quintas engraçado, e resolvi comentar com o Gonçalo no gozo. "Olha ali é a Quinta do Miguel", pensando que ele ia perguntar "Quem é o Miguel?". Ao invés perguntou: "Tu conheces a Quinta do Miguel?" e faz um pião para voltar para trás! Eu não estava a perceber nada. "Nós vamos para a Quinta do Miguel". Ainda bem que resolvi comentar ahahah.

À noite fomos jantar à Gula do Meco, um restaurante bastante perto, em que comi um naco na pedra muito bom. Ao voltarmos não conseguimos abrir o portão e tivemos que pedir ajuda. Ficámos a ver os Idolos, e quando acabámos de fazer a digestão resolvemos experimentar o jacuzzi. O jacuzzi era na rua ao fundo das escadas para o loft. Vestimos os roupões que nos disponibilizaram e lá fomos nós. Por incrivel que pareça não estava muito frio cá fora, e lá dentro estava um quentinho.... O céu estava descoberto e ficámos ali no quentinho a ver as estrelas. Foi muito bom e muito romântico!!

No dia seguinte tivemos direito a pequeno almoço no quarto, o qual desfrotei de roupão, mesmo á patroa. Após o checkout fomos até Sesimbra onde almoçámos. Depois regressámos á realidade. Muito obrigada pela Surpresa adorado namorado ;)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Chegou o Inverno...

Chegou o Inverno, e com ele chegou o vento, a chuva... Eu sei que efectivamente só vamos estar no Inverno em Dezembro, ao ouvir a chuva cair lá fora, não me parece correcto dizer que estamos no Outono... Chegou o Inverno, mas o frio caracteristico desta época ainda não chegou totalmente. Sim, já não está calor e já dá para vestir roupa mais quente, mas mesmo assim, ainda não é o frio que obriga a andar sempre com agasalhos. Gosto bastante deste tempo, mas não gosto muito de sair de casa.

Chegou o Inverno, e com ele chegou a vontade de não fazer nada, de ficar em casa, na cama a ouvir o vento e a chuva a cair. E foi basicamente isso que fiz nestas mini-férias que terminam hoje. Passei dois dias em que quase não saí de casa, vagueando entre o meu quarto e o sofá. E que bom sitio para se estar. Aproveitei para descansar. Às vezes faz-me falta uns dias em casa, a ver series, a ler, ou a fazer outra coisa qualquer.

Ultimamente tenho-me sentido particular-me irritada, farta e cansada. Espero que estes dias me tenham feito bem, pois não é esse tipo de pessoa que quero ser. Sinto-me cheia de sentimentos negativos, com uma nuvem negra sobre a minha cabeça e que me estou a tornar uma má pessoa. Acredito que vou a tempo de reverter esta situação. Espero que sim, que apesar do tempo ficar mais escuro e sombrio que a minha alma fique mais leve e iluminada. Preciso de mais energias positivas, para ver se me dão mais motivação para fazer mais coisas, e mais coisas que goste.

Bem, nestas férias já me actualizei em One Tree Hill e dei um grande avanço no Life Unexpected. Que bom que OTH não foi cancelada. Adoro aquela série. Nunca me canso de ver, mesmo que sejam episódios repetidos. Adoro a forma como conduzem a história, sem nunca esquecer o que aconteceu anteriormente e sempre com referências ao passado, muitas vezes através da ironia e do sarcasmo. Life Unexpected também é gira, mas vou apenas nos primeiros episódios. A história é sobre uma adolescente que foi dada para adopção quando nasceu, e que ao fim de 16 anos contacta os pais para se poder emancipar, mas acaba por ficar a viver com eles. A actriz que faz de mãe da LUX (a adolescente) é a mesma que interpretou a Liz na fantástica e curta série (3 temporadas) Roswell.

Amanhã volto ao trabalho. É estranho voltar ao trabalho a uma sexta-feira. Sinto que hoje é domingo. Amanhã será segunda-feira e sexta ao mesmo tempo. Segunda de manhã e sexta à tarde.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nossa Senhora da Nazaré

A semana que passou foi uma semana de muita agitação em Mafra. O motivo foi a festa da Nossa Senhora da Nazaré. Para quem não sabe, no concelho de Mafra existe a tradição do Cirio da Prata Grande. A Nossa Senhora da Nazaré percorre as dezassete freguesias do concelho uma por ano. Assim, todos os anos há festa na localidade de saida da santa e na localidade que a recebe. Este ano Mafra recebeu a santa, e foi palco de uma festa que não ocorria há 17 anos. Como devem calcular nestes dias Mafra estava caótica, principalmente ao fim de semana.

Não fui tanto à festa quanto gostaria, no entanto ainda consegui ir dois dias. No primeiro dia, sábado 18, tive o jantar de aniversário da Joana, quando cheguei a Mafra estava toda a gente a dar a retirada. O fogo de artificio tinha acabado naquele momento, e segundo consta foi "grandioso" saindo fogo do convento. Segundo o cartaz, o grandioso fogo de artificio iria ocorrer no Domingo. A muito custo e a após uma birra consegui convencer a Ana, o Ricardo, a Patricia e o Gonçalo a irem a festa e ver o fogo apesar de termos que trabalhar no dia seguinte. Peço-vos desculpa, mas queria mesmo ir a festa, tinha sido esse o plano inicial :P Quando começou o fogo percebemos que a ordem dos dias estava trocada e aquele era o fogo de artificio tradicional. foi fixe na mesma mas gostava de ter visto o outro. Durante o tempo que tivemos na festa ainda consegui convencer a Ana a dar uma voltinha de carrossel comigo :P E foi bem giro.

Há uns tempos atrás fui com o Gonçalo à Ericeira onde também havia carrouseis. Fizemos um pacto, ele andava no carrossel comigo e eu nos carrinhos de choque com ele. Resultado, fiquei com uma nódoa negra no joelho, o Gonçalo gozou comigo e relembrei-me porque é que odeio aquilo. Por isso, desta vez já não quis ir andar.

Regressei a festa na sexta-feira para ver os Quinta do Bill. Não conhecia grande parte das músicas, mas gostei de ouvir as que conhecia :P O meu irmão tentou convencer o Gonçalo a andar de carrinhos de choque, mas estava uma confusão enorme, andando todos ao molho para conseguir um carrinho. Só conseguiram andar no sábado passado.

Como no Domingo tinha a maratona da ponte, no sábado tive que me deitar cedo, e como tal, tive que me vir embora mais cedo do bar Big Waves onde fui descobrir uma noticia bombástica :D Gostava de ter ficado lá com eles, mas depois não iria aguentar. Se bem quem até os meus irmão estarem em casa também não descansei. O Gonçalo ficou com eles e depois foi buscar o meu irmão à festa e ver o espectáculo de luz, água e mais não sei o quê, que havia lá.

Segundo o meu irmão, o Gonçalo diverte-se muito mais quando eu não estou. Pelos vistos a minha presença faz com que as pessoas se divirtam menos :P

Assim foi a festa para mim. Daqui a 17 anos há mais... (ou para o ano com a despedida da santa :P)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dolphin Emotions - Life changing experiences

Life changing experiences" é um dos slogans de promoção das interacções com golfinhos possiveis de efectuar no Zoomarine, e posso dizer que é bastante acertado. E como é sei isto? Porque perdi o amor ao meu dinherinho e aventurei-me juntamente com a Ana nesta aventura e completei mais um dos pontos da minhas "Lista de coisas a fazer antes de morrer".

Mas comecemos pelo inicio. Este ano, a Ana e o Ricardo convidaram-nos a passar uns dias juntamente com eles no Algarve, ao que nós, sem pensar muito, aceitámos com muito gosto. Ir foi fácil, saí do trabalho na sexta-feira, pegámos no carro que tinha trazido de manhã para Lisboa e arrancámos em direcção ao Algarve. O pior foi voltar a casa, pois tirei 2ª e 3ª de férias e acabámos por só vir para cima na 4ª.

Que saudades que eu tinha da praia e de apanhar sol. O pobre do Gonçalo ainda devia sentir mais, pois já não ia à praia à dois anos. Que branquelo que ele estava! Neste momento, já tem uma corzinha... Os dias lá em baixo foram muito bem passados, tirando os rapazes não conseguirem largar a PS3. Para além da PS3 o que eles também devem ter gostado ainda mais foi de andar de mota de água, andaram um bocado comigo e com a Ana, e depois poderam acelerar sozinhos que nem uns malucos. a seguir às motas andámos também de gaivota (em forma de carro). Quando fui descer no escorrega fiquei com o meu enorme rabo preso :P Mas não fui a única, aquilo é mesmo pequeno. Eu e o Gonçalo acabámos na água a ser puxados até à margem (agarrados ao barco) enquanto a Ana e o Ricardo pedalavam.

No dia anterior à nossa partida, decidimos que servia muito giro se fossemos visitar o Zoomarine. Alguém falou nos golfinhos e em nadar com eles, ao que a Ana me disse: "Se tu fores eu vou", e como é algo que sempe quis fazer, aceitei o desafio. Fizemos a reserva pela internet e na 3ª feira rumámos em direcção ao parque. As reservas online são mais baratas, pois usufruem de desconto. 20% nas entradas no parque e 10% nas interacções que já incluem a entrada. Na altura da reserva percebemos que tinhamos direito a video e fotos, mas depois verificámos que tinhamos direito sim, mas se pagássemos mais.

Começámos a visita com o espectáculo de saltos acrobáticos, depois os golfinhos e mais tarde os leões marinhos. No final da visita, vimos ainda o espectáculos das aves tropicais. O parque estava cheio e as sessões enchiam muito antes da hora do espectáculo, o que implicava irmos cedo para arranjar lugar. Um dos golfinhos, o Sam, é o mais velho do mundo, daquela raça, em cativeiro. O que se notou, pois ele não conseguiu atirar a bola da piscina para a plateia. Ao fim de várias tentativas goradas, desistiu e levou a bola ao treinador.  

À hora definida fizemos o "check-in" e embarcarámos na nossa experiência. Deram-nos um saco com uns chinelos e uma toalha, que quando a usei fiquei cheia de pelos azuis. Ficámos em bikini, vestimos o colete e seguimos para ouvir algumas explicações. Quando chegámos à lagoa em que estavam os golfinhos já lá estavam os nossos "acompanhantes": Gonçalo, Ricardo, irmã e mãe da Ana. Cada uma tinha direito a levar dois acompanhantes, que ficavam a observar com alguma distância a interacção.

Tivemos direito a dar festinhas, beijinhos, instruções, tirar fotos e a alguns momentos de contacto individuais. Eu e a Ana eramos sempre as primeiras e seguindo as instruções que nos davam, fizemos coisas diferentes. Haviam duas interacções: uma na parte funda e outra na parte mais baixa. Na parte funda, eu estendi a mão e o golfinho empurrava e fazia circulos ao meu redor, a Ana girava em torno de si própria e o golfinho imitava o movimento. Na parte mais baixa, eu segurei-me às barbatanas de dois golfinhos que me levaram para uma volta e a Ana deitou-se numa prancha enquanto eles lhe empurravam os pés. No final, comprámos o video, os albúns individuais de fotos e uma foto juntas. O sr. ainda colocou no saco  fotos extra que não pagámos. Escusado será dizer que foram carissimas.

A experiência foi simplesmente ESPECTACULAR. Adorei e só tive pena de ser tão pouco tempo. Conseguiria facilmente habituar-me a trabalhar com eles todos os dias.

Podem ver o nosso video aqui:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Totós

O Bruno e o Ricardo são um bocadinho loucos, mas isso já ninguém tem dúvidas. No outro dia, tivemos mais uma demonstração da falta de juízo daqueles dois.

Fomos jantar a casa da Cátia e do Bruno e minutos após chegarmos tiveram a bela ideia de pegar num barco insuflável e ir para um local a que chamaram de “barragem”. Arrancaram os dois com a irmã da Cátia numa camioneta de caixa aberta com o barco, e nós decidimos segui-los, porque ia dar risada na certa. O Ricardo ia deitado dentro do barco, na parte de trás. Alguns metros depois, apercebi-me que a tal barragem era um buraco no chão, forrado com um oleado e cheio de água. Basicamente, era uma piscina enorme.

Ao fim de algumas tentativas furadas, lá conseguiram entrar na barragem com o barco, mas não sem bastante esforço para não cair. Enquanto eles lá andavam no barco e tomavam banho naquela água não muito limpinha, os restantes íamos rindo com a parvoíce. O Ricardo aventurou-se a tentar subir por uma corda e acabou todo esfolado. Já não é a primeira vez que o Ricardo sai todo magoado de uma aventura com o Bruno. Não é muito difícil, visto que ele o desafia, e quando o Ricardo cai na esparrela, o Bruno vai equipar-se todo para se proteger. Assim, o Ricardo que vai sempre de calções e chinelos acaba todo esfranganado.

Quando regressámos a casa da Cátia, começámos a brincar com a cadela dela, a Sidney, e enquanto eu estava distraída a filmá-la com o Gonçalo à beira da piscina, o idiota do Ricardo, seguido do outro idiota, o Bruno, mergulharam de bomba para a piscina e deixaram-nos todos encharcados. Incluindo a máquina. Eu tenho provas, porque tal como referi estava a filmar e tenho tudo gravado!! (podem ver no video embaixo, mas aconselho a reduzirem o som, porque está um pouco alto)

Ficamos portanto a aguardar as próximas aventuras dos estarolas. O Gonçalo desta vez não entrou na brincadeira, mas nunca se sabe o que vai acontecer na próxima… Nota: O Gonçalo também é muito maluco, mas desta não tinha o bikini vestido, portanto não participou.

domingo, 15 de agosto de 2010

Parques de diversões

Adrenalina. Medo. Divertimento. Não sei bem qual destas emoções me faz gostar de parques de diversões, mas a verdade é que gosto. Tenho medo muitas vezes. O meu coração palpita e palpita, começo a tremer e a tentar não pensar no frio que vou sentir na barriga, e acabo por respirar fundo e vou. Nunca gostei de ser considerada cobarde, por isso acabei sempre por ir, quando os outros também iam. Mas ultimamente, talvez por já ser mais velha, já consigo dizer não e, infelizmente, deixar o medo prevalecer.

Lembram-se da feira popular? Pois nunca lá tinha ido quando fui ao meu primeiro parque de diversões. Esse momento ocorreu quando fui num passeio a Paris com a minha turma do 10º ano, e como devem estar a calcular o parque em questão é a Disneyland Paris. Se bem me recordo a primeira vez que andei numa montanha russa foi na Space Mountain (aquela que é às escuras e onde vê uns planetas a brilhar). Escusado será dizer que quando cheguei efectivamente a andar na da Feira Popular, a tão temida montanha russa da Feira Popular, tive uma sensação de “foi só isto?”.

Voltando ao tema da viagem, esta incluía uma semana em Paris, um dia dos quais passado no parque de diversões. A viagem era organizada e guiada por professores com o programa bem definido. Eu ia com mais cinco amigas minhas, das quais faziam parte a Ana Margarida e a Pati. Não me recordo bem da viagem, lembro-me vagamente do que visitámos, lembro-me de dormirmos todas na mesma cama em uma das noites, e lembro-me da noite em que viemos do parque e em que fechava os olhos e sentia-me de novo a deslocar-me e a cair a alta velocidade.

Voltei mais tarde à Disneyland oito anos depois, desta feita com a minha família. Mais uma vez foi um dia muito intenso, sem constante movimento tentando ver e andar em tudo. Como já lá tinha ido tentei organizar as coisas o que nem sempre correu bem. Notei que havia um sistema diferente; que tirando uma senha conseguia-se entrar mais rápido a determinada hora e divertimento. Mais uma vez, para minha grande infelicidade e trauma, não vi o desfile que ocorre na rua principal (tenho que lá voltar). Em vez disso tivemos horas na fila para um divertimento “soft” segundo dissemos ao Paulo (meu padrasto), mas que ele não concordou nada. Durante a viagem apresentava uma expressão de pânico enquanto ia gritando derivado ao medo (ahahah, coitado, foi bem enganado). Claro que adorámos aquele dia tão extenuante e também tão espectacular. Aquele parque tem mesmo algo de especial, algo que dá vontade de voltar outra e outra vez. Todas as personagens, os divertimentos, todo o mundo Disney, é algo fantástico…

No final do secundário voltei a ingressar numa viagem com os meus colegas, desta vez a tradicional viagem de finalistas, a Loret de Mar. Nesta viagem a Patrícia não quis ir, ficando o nosso grupo reduzido a mim e à Ana Margarida. O percurso até ao destino foi efectuado de Autocarro e lembro-me perfeitamente do dia da partida, em a avó da Pati se virou para esta e disse: “Porque é que não vais? Vai fazer a mala num instante e vai também”. Era bom que fosse assim tão simples :P Loret é a terra das viagens de finalistas, estando a abarrotar nas férias da Páscoa. Num dos dias decidimos ir até a um parque de diversões lá perto conhecido por “Port Aventura”. As recordações que guardo desse dia são muito vagas, mas sei que gostei bastante do parque e que no final do dia, passamos a frente na fila da montanha russa, graças a umas raparigas da agência de viagens que lá estavam.

No entanto, a minha opinião mudou quando regressei ao parque o ano passado, desta feita com o Gonçalo, a Joana, o Vasco e o Pedro. Não sei se foi da altura do ano (era Verão) ou se foi de já ter conhecido outros parques entretanto. Só sei que fiquei bastante desiludida. O parque estava quase vazio, o que é bom porque não há filas, mas péssimo porque vários divertimentos estavam fechados. Em termos de cenários, mas relativamente aos divertimentos, o caso muda de figura. São um pouco fraquinhos e muito poucos, principalmente comparativamente com o tamanho do parque. O Vasco, que também já tinha ido ao parque, ficou com a mesma ideia que eu. Só que ele teve a viagem toda a falar na montanha russa que lá havia, e que ele tinha andado e adorado, e quando chegamos lá e fomos andar (eu e o Gonçalo), ele não quis ir… Pela primeira vez, andei na primeira fila e adorei. Foi pena a decepção com o resto.

Em compensação, uns dias antes de ter voltado a Port Ventura, estive com alguns PABRAC (Gonçalo, Ana, Ricardo, Gonçalo, Pati, Inês – irmã Ana, Bruno e Renato – namorado do Bruno) em Madrid, para uma aventura de dois dias no Parque Warner Bros. Este parque surpreendeu bastante pela positiva, pois apesar de ser pequeno, tem imensos divertimentos, muito diferentes e surpreendentes, e apresenta muitas novidades relativamente a outros em que já estive. Só para terem noção tem três montanhas russas, sim, três!! E uma delas anda para a frente e para trás. Nunca sabíamos o que poderia acontecer em cada local que entravamos. Foi muito divertido. Tirando a torre enorme em que nem me atrevi a ir.

Outro parque muito bom, e ao qual também já fui duas vezes é a Isla Mágica em Sevilha. Da primeira vez fui com o Gonçalo, Ana, Ricardo, Flávio e família da Ana. Da segunda vez fui com o Gonçalo e a minha família.

Da primeira vez, foi o momento em que fiquei traumatizada com torres. Posso dizer que durante o dia inteiro, andei em tudo e mais alguma coisa, inclusive três vezes na torre. No entanto na última volta algo mudou. Enquanto estava sentada no cimo da torre esperando começar a descer (sim, sabia que aquilo ia descer a qualquer momento, só não sabia quando, e isso era o pior) comecei a entrar em pânico. Não sei explicar porquê, mas estava mesmo com medo. Foi uma sensação tão forte que me impossibilitou de voltar a sentar o rabo em qualquer outra torre daquelas. Foi desta vez que ao voltar para o Algarve, onde estávamos a passar férias, nos perdemos, e fomos para a Beja. Era noite cerrada, um dos carros quase não tinha gasolina e as bombas estavam todas fechadas. Ninguém tinha mapa, por isso não fazíamos ideia onde estávamos nem quanto faltava para chegar a Portugal. Só conseguimos atestar já do lado de cá da fronteira. Chegamos a casa tardíssimo. Ainda por cima não tínhamos chave e tivemos que acordar o Vasco para ir abrir a porta.

Da segunda vez, claro que já não consegui ir na torre, indo só a minha irmã e o Gonçalo. Escusado será dizer que fui gozada claro. Mas fui à montanha russa sem problemas. O Paulo foi mais uma vez enganado, claro está :P Este parque é um pouco diferente dos outros, e como é num local muito quente é muito direccionada para divertimentos aquáticos, para impedir os visitantes de morrerem assados. Para além de que encerra à meia-noite com um espectáculo muito giro de pirotecnia. Desta vez, encontrámos facilmente o caminho.

E pronto, foram estes os parques a que já tive o privilégio de ir, que me lembre, sem contar com a Bracalândia, que como o nome indica é em Braga, ou devo dizer: era, porque acho que já não existe. A visita à Bracalândia também já foi à vários anos, quando fomos passar férias ao Gerês e acabámos no Porto, pois não parava de chover e iamos acampar. Este mini-parque é bastante mais pequeno e muito mais infantil. Agora é que já não sobram mais parques de diversões em Portugal. Temos que continuar a experimentar os do estrangeiro :P

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

3 casamentos e uma despedida de solteira

No último ano e meio fui a três casamentos e nenhum deles foi daqueles que vamos porque os nossos pais foram convidados ou algo do género. Cheguei àquela idade em que os meus amigos se começam todos a casar... A Cátia e o Bruno neste sentido adiantaram-se; eu era uma jovem quando eles se casaram...

Tudo começou com o casamento da Joana e do Vasco em que, como se devem lembrar, eu fui madrinha (com muito orgulho, muito obrigada mana). E como madrinha que se preze organizei a despedida de solteira juntamente com a co-madrinha Karla. Diga-se de passagem que a minha experiência em casamentos não é muito vasta e em despedidas então... Acho que só fui a uma, há anos (a da Cátia). Apesar disso acho que correu muito bem. Fomos todas jantar a um restaurante com uma sala só para nós. Perdemo-nos pelo caminho, porque a entrada que decorei estava em obras, mas isso não interessa :P E tivemos, claro, um espectáculo de strip (bem fixe) e bolo erótico (uau :P). Acabámos a noite num bar nas docas em que o gerente era o Gato (dos Milénio!!) que bebeu um shot connosco (connosco = elas). Acho que correu bastante bem, e espero que elas tenham gostado.

O tão esperado casamento ocorreu uma semana depois (4 de Abril de 2009) e foi muito bom, tirando a Joana querer matar o fotógrafo por querer que ela tirasse as meias e o animador por ser um idiota. Foi bastante divertido ver a Joana aos tombos no banco de trás do carro do Xico a tirar as meias, enquanto nos dirigiamos para o parque das nações, onde se realizou a sua sessão fotográfica. O sr. fotógrafo deixou-me filmar 10 seg para o making-off (que simpático...). As fotos ficaram muito giras. O Vasco estava bastante nervoso ao contrário da Joana que aparentemente estava calma. Acho até que eu estava mais nervosa que ela.

Como referi anteriormente a minha experiência em casamento é quase nula. Sinto que se fosse hoje (após mais dois casamentos) provavelmente conseguiria cumprir melhor o meu papel de madrinha e arranjava, por exemplo, um cestinho para o arroz e as pétalas ao invés de um saco de plástico. Como o casamento foi efectuado na quinta (casamento civil) não sabiamos muito bem quando distribuir o tal arroz, e fizémo-lo demasiado cedo. Como resultado, no momento final de bater palmas, estava toda a gente com as mãos ocupadas... É claro que a Cláudia tinha que dar barraca. E no meio da pista de dança, eis que o fecho do meu vestido abriu e mostrei mais do que devia. Sim, eu sei que estou gorda, mas o problema era mesmo do fecho :P Coitada da Karla que teve um trabalhão a ajudar-me. Passei o resto da noite de braços para baixo, inclusivé no momento de apanhar o boquê em que fui abalrroada pela Ana que o apanhou. O dia passou demasiado depressa, talvez pela ansiedade com a qual espere por ele. Gostei muito de ter ido, adorei a honra que me foi concedida. Até tive oportunidade de ir no carro da noiva até à quinta. Fiquei muito feliz por eles.

De seguida, foi o casamento do Marco e da Helena, compartilhado com a irmã gémea desta. Foi lá em cima no norte, na terra das noivas (já não me lembro onde) e fomos todos alegres e contentes até lá, fazendo uma paragem pelo caminho para uma pequena recepção do noivo. O noivo é da margem sul, e arranjou um autocarro para levar a familia até lá. Durante o casamento tivemos que sair para levantar dinheiro, porque nem eu, nem o Gonçalo levámos prenda (somos vergonhos. Nem postal levámos e tivemos que nos colar à Jo e ao Vasco). Aproveitámos também para fazer o check-in no hotel, pois como era longe tinhamos que pernoitar lá perto. O João ainda tentou dançar comigo durante a festa, mas não correu muito bem. O casamento terminou com o cortar do bolo e um pequeno espectáculo de fogo preso. No dia seguinte o João, hilariante com sempre, apareceu ao pequeno-almoço tal qual um sonâmbulo... No regresso a casa parámos para almoçar, numa refeição que ficou marcada pela frase que o Gonçalo dirigiu ao João: "Se eu tivesse pipi, dormias comigo?" :| No Comments!!

Por fim, e mais recentemente, foi o casamento do Zé e da Susana. Este teve inicio com a aventura que foi encontrar a casa do Zé. Ninguém se lembrava muito bem onde era, nem sequer do nome da localidade. Sabiamos que iamos reconhecer quando vissemos o nome, o que aconteceu quando numa das terrinhas vimos um cartaz das festas dessa localidade (perto de Torres-Vedras). Depois de muito procurar chegámos ao destino ainda a tempo de tirar fotos com o noivo. Seguimos de seguida, para a igreja no Lumiar (sim, em Lisboa). Após a cerimónia (e eu perceber que as palmilhas party-feet só servem para me magoar ainda mais) seguimos para a quinta na Malveira (local onde eu tinha deixado o carro inicialmente e onde me foram buscar). Nos entretantos ainda esperámos pelos noivos à porta de casa deles, perto de Loures, onde por uma confusão eles nunca apareceram. Na hora do boquê em vez do habitual "atirar" foi feita uma roda em que as "candidatas" rodavam à volta da noiva vendada. Quando a música esta dava-o à primeira que apanhasse. Foram também os anos do Zé nesse dia, portanto cansou-se também os parabéns. No final, acabámos por ser os últimos a sair da festa (para além da familia claro).

Desenho a todos muitas felicidades, e espero estar presente no momento de celebrar as bodas de ouro. :P

Quem serão os próximos?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Travel Troubles IV (part II)

Bom, vou ver se é desta que acabo de escrever a nossa aventura em Paris e se me lembro de todos os pormenores.

Ia no primeiro dia. Pois bem, no primeiro dia fomos na excursão, em que o autocarro ia cheio (ainda bem que duas senhoras e uma menina ficaram a dormir porque senão também não tinham lugar e era mais uma barraca). O dia correu bem, e como estávamos mortos, andar de autocarro soube bastante bem. Visitámos o Sacré-Coeur e o bairro dos poetas de manhã e almoçámos num restaurante em que o almoço estava incluído menos as bebidas (uma cola custava 5 euros). Durante a tarde demos uma volta por paris e passeamos na zona da Ópera.

No fim do dia, mas ainda de dia, a guia estava cheia de pressa para nos ir pôr no passeio de Bateaux Mouche (passeio de barco no Sena que também estava incluído) porque segundo ela, nós estávamos todos muito cansados (ou seja, ela estava cansada), então deu-nos os bilhetes e não quis mais saber. Nós quando nos estávamos a aproximar da entrada do barco vimos que este estava cheio então ficámos para trás com mais pessoas do grupo e fomos no seguinte. Escusado será dizer que quando voltámos a senhora guia espumava da boca porque teve meia hora à nossa espera (temos pena).

No pacote estavam incluídos os jantares no hotel, e que belos jantares… Deram-nos puré com salsicha (sim, só uma), que tinha muito mau aspecto e não tinha melhor sabor. Ainda consegui comer alguma coisa, mas muitos nem conseguiram tocar. Como havia tantas reclamações o rapaz que andava a servir já andava irritado e umas das vezes em que ia a caminho da cozinha, falhou e foi contra a porta. Decidimos juntamente com um pequeno grupo de pessoas ir jantar a outro local. O problema era… aquele “fantástico” hotel era no meio de nenhures! Então, alguém se lembrou que tinha visto um Mac Donalds quando íamos no autocarro. Não se sabia bem onde, mas havia uma pequena ideia da direcção a tomar.

Então partimos à busca do Mac Donald’s perdido… Depois de muito caminharmosencontrámos finalmente o nosso destino. E como estava tudo a correr tão bem, descobrimos que tinha acabado de fechar e só tinha o Mac Drive a funcionar… Tivemos então que fazer o pedido pelo Mac Drive tal qual como se estivéssemos dentro de um carro. Quando chegou a altura de pedir só queria “o maior hambúrguer que tivessem”; estava esganadissima. Acabámos a comer sentados no chão do parque de estacionamento. Posso dizer que nunca um hambúrguer me soube tão bem… Ao chegar ao hotel reparámos que as mesas estavam postas para o pequeno-almoço com o pão, o que explica porque é que ele estava tão rijo de manhã... Antes, nessa noite, tentaram que comprássemos o resto das excursões que eram super caras, ao que resolvemos ir por nossa conta juntamente com um casal que estava connosco.

No segundo dia, levantamo-nos, tomamos o nosso "fantástico" pequeno-almoço e lá fomos nós até ao comboio/metro (é um pouco difícil distinguir por isso vou referir-me apenas como metro). Pedimos “boleia” ao transfer do hotel que amavelmente nos levou até à estação, até o rapaz que ia connosco ter percebido que tinha deixado a carteira no hotel e termos que voltar para trás. Nesse momento a amabilidade começou a desvanecer. A carteira desse rapaz estava amaldiçoada porque ele acabou mesmo por perde-la… Mas continuando… Chegámos à estação e comprámos bilhetes, mas não eram os bilhetes que queríamos porque só davam para fins-de-semana e feriados. Como não tínhamos mais moedas dirigimo-nos ao guichet e tentei no meu francês arranhado (o sr. não falava inglês) trocar os bilhetes. Não fui bem sucedida e tive que pagar mais dois bilhetes…Claro…

Finalmente chegámos a Paris. Começámos por visitar Notre-Dame e logo a seguir, quando íamos entrar num palácio lá perto, o tal rapaz percebeu que já não tinha a carteira… Separámo-nos então pois eles tinham que ir à embaixada. Ligaram para a nossa adorada guia a perguntar onde era, ao que ela respondeu: “Não sei não. Vai a um ciber-café e procura na internet” : Enfim… seguimos então caminhos separados. Não me lembro bem a ordem com que fizemos as visitas, mas conseguimos ver grande parte dos monumentos junto ao rio. Tivemos perto da torre Eiffel mas estava uma fila tão grande que não chegámos a subir até à meia-noite. Para mim foi uma experiência nova pois nunca tinha estado na torre de noite, no entanto não foi das mais agradáveis. O terceiro piso estava encerrado o que supomos ser devido ao vento que estava, pois mesmo no segundo íamos sendo levados. Estava cheia de medo e os meus joelhos só tremiam, mas pronto, eu sou uma mariquinhas. Descemos mesmo quando estava a fechar.

Ao voltar ao hotel apercebemo-nos de algum reboliço na recepção. Aparentemente uma senhora tinha caído no autocarro (aquele que se pagava para ir com a guia super simpática...). A senhora tinha muitas dores e queria ir ao hospital, mas em França é preciso estar a morrer para aparecer a ambulância, principalmente se for um estrangeiro. Então o sr. do hotel, que ligou para o "112" ia fazendo o diagnóstico pelo telefone. Ia tocando na senhora (com todo o respeito) e perguntando meio em francês meio em inglês, "dói aqui?" "e aqui?". De realçar que a senhora só falava português, então estava eu, o Gonçalo e outra senhora a tentar fazer de intérpretes. Perguntam e muito bem, porque não foram falar com a guia? Foram, mas a fantástica guia disse que estava muito cansada, tinha que dormir porque trabalhava no dia seguinte e que não tinha nada a ver com o assunto. Entretanto fomos para o quarto (aquele quarto incrível... :) e ainda vimos a ambulância chegar e a senhora ir (sozinha) para o hospital.

No último dia estávamos tão destruídos que não conseguimos ir a lado nenhum. Dormimos a manhã inteira e fomos directos para o aeroporto. Estas férias foram a prova de que o barato sai caro... Mas pelo menos ficámos com uma história surreal para contar.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cláudia no seu melhor...

Para aqueles que me conhecem sabem que me acontecem certas situações que aparentemente parecem absurdas e bastantes improvaveis para a maior parte das pessoas... excepto para mim, e para um grupo restrito no qual me incluo. Os desastrados.

Pois bem, voltou a acontecer uma dessas situações verdadeiramente embaraçosas e que fazem desejar ter um buraco para me esconder.

Durante uma reunião com um cliente e o meu chefe estava eu muito divertida a brincar com uma caneta, quando de repente sinto algo na minha cara. Passei a mão e vi... azul. Sim, azul. Tinha a mesa, as mãos, a roupa e aparecentemente a cara azuis... A caneta tinha rebentado...

Sai apressadamente para a casa de banho, e quando me vi ao espelho, confirmou-se. Tinha a cara e o pescoço cheios de tinta. Consegui lavar mas fiquei com a camisa sarapintada. Andei o resto do dia a tapar com o casaco, que por sorte não trouxe o do fato. Acreditam que consegui tirar da cara, mas não das mãos? Aquela porcaria ficou lá durante três dias.

Enfim, só a mim... É claro que fui gozada pelos meus colegas o resto do dia...
Nunca mais uso canetas daquelas :P