sábado, 13 de novembro de 2010

Semana do Chocolate


Fonte: braziltour.hi5.com
Na passada segunda-feira, eu e a Joana decidimos fazer algo diferente. A Joana descobriu durante uma das suas navegações internetianas que o hotel real palácio, junto ao corte inglês estava a promover durante aproximadamente duas semanas uma série de workshops dedicados ao chocolate, cada um com um tema diferente. Comentou comigo e ficámos muito entusiasmadas com ideia de participar, até porque apenas custava 10 euros e recebíamos uma caixa de bombons nesse valor. Devo também referir que, do que me lembro, nunca participei num workshop e tinha bastante curiosidade para saber como era.

Chamou-nos a atenção dois dos temas, um dirigido ao Natal e outro a Brownies. No entanto quando tentámos marcar, as vagas já estavam todas preenchidas. Assim sendo, e tendo em consideração as vagas ainda existentes, optámos pelo de ganaches e coberturas. Confesso que não fazia ideia o que era uma ganache, e penso que a Joana também não. Mas não devíamos ser as únicas porque foi com essa explicação que a chef de pastelaria responsável iniciou o workshop.

Fonte: braziltour.hi5.com
Uma ganache é, nada mais nada menos, que natas e chocolate. É simples (pelo menos pareceu) e fácil e podemos criar um mundo de ganaches diferentes aos adicionar essências, aromas, pedaços, entre outras coisas, de diferentes sabores. É possível também adicionar licores e outras bebidas alcoólicas. Tudo o que a nossa imaginação permitir. As ganaches podem ser utilizadas, por exemplo, para coberturas de bolos e bombons e para preencher copinhos, ou bolinhas de chocolate que se transformam naqueles chocolates com aspecto delicioso que vemos nas lojas.

A ideia base é levar ao lume as natas e o que se quiser usar para dar sabor, quando estiver a ferver deita-se numa taça onde está o chocolate em pepitas e mexe-se até se desfazer bem. Por norma, as medidas do chocolate são o dobro das natas, mas muda de acordo com o tipo de chocolate e a espessura que se pretende obter.

No dia em questão, combinei com a Joana em frente ao hotel às 18h20m. Tive que sair mais cedo do trabalho e ir quase a correr. Quando cheguei liguei-lhe ao que ela me pergunta "qual foi o hotel que te disse?". Vi logo que não estava no sítio certo, até porque estávamos as duas em frente ao hotel e não nos víamos. Então a Joana teve que vir ter comigo, porque não me sabia indicar que caminho seguir. O que vale é que era no quarteirão a seguir.

Chegámos e deram-nos logo um bombom à entrada. Éramos as pessoas mais novas na sala com excepção dos miúdos que se sentaram na nossa mesa. Duas raparigas e um rapaz. Lembro-me de pensar "Coitado. Este veio arrastado". Poucos minutos depois reparei que estava errada. Ele era o único que prestava atenção e tirava notas. As outras, uma era a namorada e só se agarrava a ele, a outra era a vela e estava a apanhar uma seca. Não consegui evitar pensar que para elas estarem ali a apanhar uma seca, duas pessoas não conseguiram vaga no workshop. Enfim.

Fonte:
lavender.fortunecity.com
A sra. ia explicando as coisas e fazendo várias ganaches e bombons. Devo referir que a sra. não nasceu para dar explicações, pois perdia-se e baralhava-se muito. Às tantas não sabias de que ganache estava ela a falar. Consoante iam fazendo os bombons, iam-nos dando a provar. Comemos até bolo com cobertura de chocolate e um bombom de café. Eu não gosto de chocolate de café, mas aquele estava muitooo bom. Íamos apanhando uma overdose de chocolate. Nem consegui jantar.

Resumindo, o nosso primeiro workshop foi muito divertido e mal podemos esperar pelo próximo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Morrer a rir

Já alguma vez viram alguém morrer a rir? E alguém morrer afogada a rir? Também não. Pois não só ia vendo como ia sendo a vitima...

No outro dia ao jantar, estava muito bem a beber o meu ice tea, quando um dos meus irmãos diz uma parvoice qualquer. Até aqui tudo bem, tirando o facto que rir e beber ao mesmo tempo não é grande combinação... É claro que me engasguei, e fiquei à luta com  ice tea durante bastante tempo a tossir e a chorar que nem uma desalmada. Senti-me como a Joana a ser estrangulada pela Bunny =====>

Ia morrendo afogada com o meu ice tea. Que triste vida. Ainda bem que consegui sobreviver. Não graças á ajuda da minha mãe e dos meus irmãos que ficaram parados a olhar para mim, mas pronto. Cá estou.

Feriado especial

Dia 1 de Novembro. um feriado com vários significados. Para uns, e o dia pós-haloween em que ainda se sentem os efeitos da noite anterior. Para outros, é o dia de todos os santos, véspera do dia dos fiéis defuntos em que muitos se dirigem ao cemitério para chorar e homenagear os que não se encontram entre nós. Para outros é também o dia do pão-por-deus, uma tradição praticada um pouco por todos os arredores de Lisboa.

O pão-por-deus tem origem no terramoto que ocorreu na capital em 1755 e que vitimou milhares de pessoas e deixando um rastro de pobreza e sofrimento. Um ano depois da tragédia e considerando que era dia santo, foi efectuado um peditório para amenizar os efeitos desse dia fatidico. As pessoas foram em tão de porta em porta pedindo pão por amor de Deus. Quem diz pão, diz bolos e qualquer outro tipo de comida. Com o passar do tempo a tradição ficou, e actualmente as crianças vão de porta em porta com um saco de pano (utilizado normalmente com saco do pão) pedindo guloseimas e doces. Quando era mais nova, assim como os meus irmãos, fui várias vezes com amigos ao pão-por-deus. Hoje em dia, são poucos os que ainda aparecem.

Mas eu tenho outra razão para gostar deste dia. No dia de Novembro à 6 anos atrás iniciou-se o meu namoro com o Gonçalo. Para festejar, o meu querido namorado levou-me a um local surpresa. Sabia que iamos, mas não sabia onde. No Domingo parti na espectativa e muito contente por ir ter uma surpresa. O local escolhido foi o Meco e ficámos hospedados durante uma noite na "Quinta do Miguel", num loft. Aparentemente, e desculpem a minha ignorância, um loft é o nome fino que se dá a sotão. O Gonçalo não sabia o caminho até lá, por isso fomos seguindo as instruções do GPS do telemóvel. Quando estamos a chegar ao destino, vejo um nome de umas das quintas engraçado, e resolvi comentar com o Gonçalo no gozo. "Olha ali é a Quinta do Miguel", pensando que ele ia perguntar "Quem é o Miguel?". Ao invés perguntou: "Tu conheces a Quinta do Miguel?" e faz um pião para voltar para trás! Eu não estava a perceber nada. "Nós vamos para a Quinta do Miguel". Ainda bem que resolvi comentar ahahah.

À noite fomos jantar à Gula do Meco, um restaurante bastante perto, em que comi um naco na pedra muito bom. Ao voltarmos não conseguimos abrir o portão e tivemos que pedir ajuda. Ficámos a ver os Idolos, e quando acabámos de fazer a digestão resolvemos experimentar o jacuzzi. O jacuzzi era na rua ao fundo das escadas para o loft. Vestimos os roupões que nos disponibilizaram e lá fomos nós. Por incrivel que pareça não estava muito frio cá fora, e lá dentro estava um quentinho.... O céu estava descoberto e ficámos ali no quentinho a ver as estrelas. Foi muito bom e muito romântico!!

No dia seguinte tivemos direito a pequeno almoço no quarto, o qual desfrotei de roupão, mesmo á patroa. Após o checkout fomos até Sesimbra onde almoçámos. Depois regressámos á realidade. Muito obrigada pela Surpresa adorado namorado ;)