Adrenalina. Medo. Divertimento. Não sei bem qual destas emoções me faz gostar de parques de diversões, mas a verdade é que gosto. Tenho medo muitas vezes. O meu coração palpita e palpita, começo a tremer e a tentar não pensar no frio que vou sentir na barriga, e acabo por respirar fundo e vou. Nunca gostei de ser considerada cobarde, por isso acabei sempre por ir, quando os outros também iam. Mas ultimamente, talvez por já ser mais velha, já consigo dizer não e, infelizmente, deixar o medo prevalecer.
Lembram-se da feira popular? Pois nunca lá tinha ido quando fui ao meu primeiro parque de diversões. Esse momento ocorreu quando fui num passeio a Paris com a minha turma do 10º ano, e como devem estar a calcular o parque em questão é a Disneyland Paris. Se bem me recordo a primeira vez que andei numa montanha russa foi na Space Mountain (aquela que é às escuras e onde vê uns planetas a brilhar). Escusado será dizer que quando cheguei efectivamente a andar na da Feira Popular, a tão temida montanha russa da Feira Popular, tive uma sensação de “foi só isto?”. Voltando ao tema da viagem, esta incluía uma semana em Paris, um dia dos quais passado no parque de diversões. A viagem era organizada e guiada por professores com o programa bem definido. Eu ia com mais cinco amigas minhas, das quais faziam parte a Ana Margarida e a Pati. Não me recordo bem da viagem, lembro-me vagamente do que visitámos, lembro-me de dormirmos todas na mesma cama em uma das noites, e lembro-me da noite em que viemos do parque e em que fechava os olhos e sentia-me de novo a deslocar-me e a cair a alta velocidade.
Voltei mais tarde à Disneyland oito anos depois, desta feita com a minha família. Mais uma vez foi um dia muito intenso, sem constante movimento tentando ver e andar em tudo. Como já lá tinha ido tentei organizar as coisas o que nem sempre correu bem. Notei que havia um sistema diferente; que tirando uma senha conseguia-se entrar mais rápido a determinada hora e divertimento. Mais uma vez, para minha grande infelicidade e trauma, não vi o desfile que ocorre na rua principal (tenho que lá voltar). Em vez disso tivemos horas na fila para um divertimento “soft” segundo dissemos ao Paulo (meu padrasto), mas que ele não concordou nada. Durante a viagem apresentava uma expressão de pânico enquanto ia gritando derivado ao medo (ahahah, coitado, foi bem enganado). Claro que adorámos aquele dia tão extenuante e também tão espectacular. Aquele parque tem mesmo algo de especial, algo que dá vontade de voltar outra e outra vez. Todas as personagens, os divertimentos, todo o mundo Disney, é algo fantástico…
No final do secundário voltei a ingressar numa viagem com os meus colegas, desta vez a tradicional viagem de finalistas, a Loret de Mar. Nesta viagem a Patrícia não quis ir, ficando o nosso grupo reduzido a mim e à Ana Margarida. O percurso até ao destino foi efectuado de Autocarro e lembro-me perfeitamente do dia da partida, em a avó da Pati se virou para esta e disse: “Porque é que não vais? Vai fazer a mala num instante e vai também”. Era bom que fosse assim tão simples :P Loret é a terra das viagens de finalistas, estando a abarrotar nas férias da Páscoa. Num dos dias decidimos ir até a um parque de diversões lá perto conhecido por “Port Aventura”. As recordações que guardo desse dia são muito vagas, mas sei que gostei bastante do parque e que no final do dia, passamos a frente na fila da montanha russa, graças a umas raparigas da agência de viagens que lá estavam.
No entanto, a minha opinião mudou quando regressei ao parque o ano passado, desta feita com o Gonçalo, a Joana, o Vasco e o Pedro. Não sei se foi da altura do ano (era Verão) ou se foi de já ter conhecido outros parques entretanto. Só sei que fiquei bastante desiludida. O parque estava quase vazio, o que é bom porque não há filas, mas péssimo porque vários divertimentos estavam fechados. Em termos de cenários, mas relativamente aos divertimentos, o caso muda de figura. São um pouco fraquinhos e muito poucos, principalmente comparativamente com o tamanho do parque. O Vasco, que também já tinha ido ao parque, ficou com a mesma ideia que eu. Só que ele teve a viagem toda a falar na montanha russa que lá havia, e que ele tinha andado e adorado, e quando chegamos lá e fomos andar (eu e o Gonçalo), ele não quis ir… Pela primeira vez, andei na primeira fila e adorei. Foi pena a decepção com o resto.Outro parque muito bom, e ao qual também já fui duas vezes é a Isla Mágica em Sevilha. Da primeira vez fui com o Gonçalo, Ana, Ricardo, Flávio e família da Ana. Da segunda vez fui com o Gonçalo e a minha família.
Da primeira vez, foi o momento em que fiquei traumatizada com torres. Posso dizer que durante o dia inteiro, andei em tudo e mais alguma coisa, inclusive três vezes na torre. No entanto na última volta algo mudou. Enquanto estava sentada no cimo da torre esperando começar a descer (sim, sabia que aquilo ia descer a qualquer momento, só não sabia quando, e isso era o pior) comecei a entrar em pânico. Não sei explicar porquê, mas estava mesmo com medo. Foi uma sensação tão forte que me impossibilitou de voltar a sentar o rabo em qualquer outra torre daquelas. Foi desta vez que ao voltar para o Algarve, onde estávamos a passar férias, nos perdemos, e fomos para a Beja. Era noite cerrada, um dos carros quase não tinha gasolina e as bombas estavam todas fechadas. Ninguém tinha mapa, por isso não fazíamos ideia onde estávamos nem quanto faltava para chegar a Portugal. Só conseguimos atestar já do lado de cá da fronteira. Chegamos a casa tardíssimo. Ainda por cima não tínhamos chave e tivemos que acordar o Vasco para ir abrir a porta.
Da segunda vez, claro que já não consegui ir na torre, indo só a minha irmã e o Gonçalo. Escusado será dizer que fui gozada claro. Mas fui à montanha russa sem problemas. O Paulo foi mais uma vez enganado, claro está :P Este parque é um pouco diferente dos outros, e como é num local muito quente é muito direccionada para divertimentos aquáticos, para impedir os visitantes de morrerem assados. Para além de que encerra à meia-noite com um espectáculo muito giro de pirotecnia. Desta vez, encontrámos facilmente o caminho.
E pronto, foram estes os parques a que já tive o privilégio de ir, que me lembre, sem contar com a Bracalândia, que como o nome indica é em Braga, ou devo dizer: era, porque acho que já não existe. A visita à Bracalândia também já foi à vários anos, quando fomos passar férias ao Gerês e acabámos no Porto, pois não parava de chover e iamos acampar. Este mini-parque é bastante mais pequeno e muito mais infantil. Agora é que já não sobram mais parques de diversões em Portugal. Temos que continuar a experimentar os do estrangeiro :P




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