quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Diferenças

Após uma semana e meia na Suíça, são várias as diferenças entre este povo e o meu, se bem que também temos que considerar que não se trata de uma cidade tão grande como Lisboa, mas mesmo comparando com Mafra são muitas as diferenças. Primeiro, o trânsito. De manhã quando vou para o trabalho, um pouco antes das nove, não consigo deixar de reparar no silêncio. Não há filas, não há buzinas, não há gritos e palavrões. As pessoas andam calmas, são poucos os carros na rua, e muita gente anda de bicicleta, apesar de não conseguir perceber como sobrevivem com este frio (para terem uma ideia os carros têm sempre uma enorme camada de gelo em cima).

Outro ponto a reparar são os carros, se bem que neste ponto eu não sou especialista e há mais semelhanças com Portugal, mas não me passam despercebidos os Ferraris, Porches e outros que tais. Mas a maior diferença não está nos carros, mas como já referi, nos condutores. Quando vamos passar numa passadeira, os carros realmente param, sempre, e quando não param é porque estão distraídos e pedem desculpa. Outra coisa estranha, é como é que conseguem ter cruzamentos sem semáforos. É realmente um fenómeno. Isso e muitas vezes não distinguirmos as estradas dos passeios, às vezes torna-se mesmo muito confuso.

Outra diferença é o meio de transporte. Aqui o veículo mais utilizado para além da bicicleta é o eléctrico. Existem apenas alguns autocarros. Este eléctricos percorrem a cidade toda e passam a intervalos de apenas alguns minutos. Existem máquinas em todas as estações para tirar o bilhete, escusado será dizer que tivemos que pedir ajuda a primeira vez que usámos, principalmente porque não sabíamos qual era a estação para onde queríamos ir, sabíamos apenas que queríamos ir para o centro. Após uma ou duas viagens, percebemos que ninguém nos pedia o bilhete. Então como somos portuguesas (e espanholas) começámos a andar sem pagar :P Claro que estava sempre com medo e a consciência pesada, mas só de pensar no quanto a minha carteira não ficou mais leve…

Não posso deixar de referir a sensação de segurança. Aqui, não me senti vez nenhuma “ameaçada”. Não tenho problemas em andar sozinha na rua à noite. Costumo vir com mais duas raparigas à noite com os portáteis, e nunca sentimos nenhum perigo, nem vimos ninguém com aspecto duvidoso. Gostava de me poder sentir assim em Lisboa, mas é claro que é impossível…

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