Outro ponto a reparar são os carros, se bem que neste ponto eu não sou especialista e há mais semelhanças com Portugal, mas não me passam despercebidos os Ferraris, Porches e outros que tais. Mas a maior diferença não está nos carros, mas como já referi, nos condutores. Quando vamos passar numa passadeira, os carros realmente param, sempre, e quando não param é porque estão distraídos e pedem desculpa. Outra coisa estranha, é como é que conseguem ter cruzamentos sem semáforos. É realmente um fenómeno. Isso e muitas vezes não distinguirmos as estradas dos passeios, às vezes torna-se mesmo muito confuso.
Outra diferença é o meio de transporte. Aqui o veículo mais utilizado para além da bicicleta é o eléctrico. Existem apenas alguns autocarros. Este eléctricos percorrem a cidade toda e passam a intervalos de apenas alguns minutos. Existem máquinas em todas as estações para tirar o bilhete, escusado será dizer que tivemos que pedir ajuda a primeira vez que usámos, principalmente porque não sabíamos qual era a estação para onde queríamos ir, sabíamos apenas que queríamos ir para o centro. Após uma ou duas viagens, percebemos que ninguém nos pedia o bilhete. Então como somos portuguesas (e espanholas) começámos a andar sem pagar :P Claro que estava sempre com medo e a consciência pesada, mas só de pensar no quanto a minha carteira não ficou mais leve…
Não posso deixar de referir a sensação de segurança. Aqui, não me senti vez nenhuma “ameaçada”. Não tenho problemas em andar sozinha na rua à noite. Costumo vir com mais duas raparigas à noite com os portáteis, e nunca sentimos nenhum perigo, nem vimos ninguém com aspecto duvidoso. Gostava de me poder sentir assim em Lisboa, mas é claro que é impossível…
Sem comentários:
Enviar um comentário