No outro dia andei a cuscar o my space. Há que tempo que não ia lá, e encontrei algo que resolvi trazer para o blog. A lista de coisas a fazer antes de morrer. É uma lista muito importante, pois define objectivos, metas, coisas que definimos fazer e por estarem na lista deixam de ser apenas ideias e passam a ser algo mais importante do que isso. Se está na lista então vou ter que fazer.
Por incrivel que pareça já cumpri uma das tarefas e posso dizer que foi a mais improvável. Já adivinharam? Pois é, no passado dia 19 de Julho de 2008 eu, Cláudia Cardim, saltei de paraquedas. Não acreditam? eu também não queria acreditar, mas a verdade é essa. Eu saltei de paraquedas...
O convite surgiu a meio da semana, foi algo que já tinha sido falado mas sinceramente nunca pensei que se fosse concretizar. Eram os anos do Ricardo, e creio que foi esse o principal impulsionador. Fiquei de pensar mas acabei por decidir não ir, por várias razões. Sim, o medo era uma delas. Fui este verão à Isla Mágica mais uma vez e não consegui ir a um dos divertimentos (a torre) por ainda me lembrar do que senti a última vez que lá andei. O medo do Gonçalo ao saltar de paraquedas era que algo corresse mal, e alguma lhe acontecesse, o meu era apenas medo do que iria sentir, da sensação de cair, aquela sensação que dá no estomago e que pode ser bastante assustadora, pelo menos para mim.
Sexta-feira à noite o Ricardo ligou-me outra vez para me convencer, após muita hesitação acabámos por ir. O salto foi em Évora, saimos de casa à hora de almoço supostamente já almoçados. Digo supostamente porque só comi uns ovos mexidos, o Gonçalo devido a um mal entendido não almoçou e os outros também não comeram grande coisa. Éramos 7 pessoas (Ana, Ricardo, eu, Gonçalo, Flávio e dois amigos do Ricardo, Carlos e Carla). Cada um ia saltar com um paraquedista experiente e um responsável por filmar o salto. Eu estava calma surpreendentemente, mas confesso que quando entrámos na base aérea algo se agitou em mim. Como éramos tantos foram necessários 4 voos, o que demorou a tarde toda.
Os paraquedistas eram muito simpáticos e quando chegámos informaram-nos de todos os procedimentos. Tive um pouco receio de me esquecer do que me foi explicado, mas por acaso não aconteceu. Fomos no terceiro voo. Eu, o Gonçalo e outro rapaz que não era do nosso grupo. A subida no avião demorou imenso enquanto a espectativa aumentava. Quando finalmente chegou a altura, sentei-me à beira do avião e quando olhei para baixo, não consegui evitar um grito. Era muito alto, demasiado alto... Não tive muito tempo para pensar nisso, encostei-me ao paraquedita e não olhei mais para baixo, quando dei por isso já estavamos em queda livre. Demos uma cambalhota ao saltar, mas como só via imagens a passar não me apercebi bem o que estava a passar. Quando estabilizámos tudo se transformou e o medo desapareceu.
Era uma sensação fantástica e nada do que estava à espera. Foi simplesmente fabuloso. Foi pena terminar tão rápido, são apenas 40 e poucos segundos. Depois abrimos o paraquedas e fomos deslizando para baixo. Gostaria imenso de repetir. É uma sensação indescritivel que adoraria experimentar de novo. Aterramos sem problemas. O Gonçalo coitado como não tinha comido teve uma quebra de tensão. Quando tudo terminou estavamos os dois um pouco abananados. Estava com uma grande dor de cabeça e fraqueza por falta de comida.
Saimos de Évora às 8.30 o que implicou chegarmos atrasados ao jantar da Carla (aproveito para pedir desculpa mais uma vez, adoro-te). Aconselho vivamente a que experimentem porque vale mesmo apena.
Podem ver o video aqui:

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